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Joe Biden em cruzada pelo clima

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Joe Biden em cruzada pelo clima
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A volta de 180 graus que Joe Biden quis dar em relação à administração Trump, no que toca à luta contra as mudanças climáticas, depois do regresso ao Acordo de Paris, conheceu mais um capítulo decisivo com uma série de decretos assinados pelo novo presidente dos Estados Unidos para reduzir as emissões derivadas do consumo de petróleo, gás e carvão e ao mesmo tempo aumentar a produção de energia eólica.

"Já esperámos demasiado tempo para lidar com esta crise climática. Não podemos esperar mais tempo, é algo que podemos ver com os nossos próprios olhos. Sentimos, sabemos isso no nosso íntimo e agora é altura de agir. Tal como precisamos de uma resposta universal contra a Covid-19, precisamos também de uma resposta nacional unificada a esta crise climática, porque há uma crise climática. Temos de liderar a resposta global", disse o presidente norte-americano.

Tal como precisamos de uma resposta universal contra a Covid-19, precisamos também de uma resposta nacional unificada a esta crise climática, porque há uma crise climática.
Joe Biden
Presidente dos EUA

Os três decretos agora assinados por Biden pretendem travar a exploração das energias fósseis nos terrenos e águas territoriais americanas. Uma medida simbólica é a de fazer com que a frota federal de automóveis passe a ser 100% elétrica.

Biden quer usar os poderes presidenciais para fazer das mudanças climáticas um tema central da administração. Os subsídios federais à exploração de petróleo e outras energias fósseis vão também sofrer um travão. Há uma semana na Casa Branca, Biden não hesita em demonstrar que está em clara oposição face às políticas do antecessor e pretende uma mudança radical na política.

Uma mudança que não acontece sem que isso desperte paixões e, por vezes, o que mais há de negativo no extremar de posições. O Departamento de Segurança Interna emitiu um aviso segundo o qual havia um risco acrescido de terrorismo doméstico por parte de apoiantes de Donald Trump descontentes com o resultado das eleições de novembro e entusiasmados com a recente invasão do capitólio. O aviso não fala, no entanto, de uma ação específica que estivesse em preparação.