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Corte nas tarifas aduaneiras é central no diálogo UE-EUA

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Corte nas tarifas aduaneiras é central no diálogo UE-EUA
Direitos de autor  PATRICK T. FALLON/AFP
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A União Europeia está ansisosa por encetar uma nova relação com o governo de Joe Biden, não apenas ao nível geopolitico e de seguranca, mas também comercial. O governo de Donald Trump levou a cabo uma guerra com tarifas aduaneiras elevadas, mas a nova administração dos EUA quer ter uma posição mais construtiva.

A pandemia de Covid-19 criou uma recessão e EUA e União Europeia querem criar novas oportunidades de comércio em ligação com o comabte às alterações climáticas e à digitalização da economia.

Este é o tema de uma conferência virtual organizada, esta semana, pela Câmara de Comércio dos EUA para a União Europeia. Políticos, empresários e académicos procurar dar respostas que conduzam ao espírito de cooperacao prometido por Joe Biden.

"Sei que os últimos anos têm prejudicado e posto à prova o relacionamento transatlântico. Mas os Estados Unidos estão determinados a comprometerem-se novamente com a Europa, a consultá-la, para reconquistar a nossa posição de confiança e liderança", disse o presidente dos EUA, Joe Biden, no passado dia 20 de fevereiro.

Congelamento de tarifas na aviação

Para passar das palavras aos atos, o governo dos EUA fechou um acordo coma a União Europeia, no início de março, sobre o congelamento das tarifas que tinham sido aplicadas ao setor aeroespacial, que involve sobretudo as empresas Boeing e Airbus.

A presidente da Câmara de Comércio dos EUA para a União Europeia, Susan Danger, considera que é um passo na direção certa e que poderia ser aplicado a outros setores fundamentais para ambas as economias.

"É um sinal muito positivo que, depois da conversa entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e a presidente da Comissão Europeia, Urusla von der Leyen, tenha havido acordo para fazer o congelamento por quatro meses. É um primeiro passo. Para a comunidade empresarial, o próximo passo deveria ser tomar medidas sobre as tarifas do alumínio, de preferência suspendendo-as globalmente, ou pelo menos concedendo uma isenção para a União Europeia”, explicou Susan Danger.

Quando os EUA impuseram tarifas sobre o aço e alumínio à União Europeia, o bloco comunitário retaliou com tarifas sobre produtos tais como uísque, calcas de ganga e motocicletas.

A medida de Trump agradou à indústria siderúrgica norte-americana, mas se Biden não congelar as tarifas, a UE passará a cobrar o dobro do atual a partir de 1 de junho. Tal criaria problemas nas outras indústrias com forte componente de exportação.

Os EUA também estão céticos sobre um novo imposto que a U´nião Europeia quer impor às multinacionais da tecnologia digital.

"Penso que poderão chegar a um acordo, mas não tenho certeza. Seria um imposto sobre o setor digital concebido na Europa para ser adotado pelo governo de Washington e aceite pela indústria em geral. Mas o ponto importante é que há diálogo, enquanto que antes não se conversava. Vamos ver o que poderá ser decidido", referiu Joe Quinlan, economista nos EUA, em entrevista à euronews.

O comércio será um dos temas fortes na agenda da primeira cimeira UE-EUA, em Bruxelas, que deveria decorrer no primeiro semestre.