Segunda noite consecutiva de violência em Belfast

Segunda noite consecutiva de violência em Belfast
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De  Ricardo Figueira
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Como consequência das novas disposições relacionadas com o Brexit, a Irlanda do Norte vive episódios violentos não vistos há muitos anos.

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Há anos que não se via este tipo de violência na Irlanda do Norte. O território, que desde os acordos da sexta-feira santa em 1998 tem vivido em relativa paz, está a ser palco de novos confrontos, com a cidade de Belfast a ser palco de violência pela segunda noite consecutiva, episódios que se concentram sobretudo em Springfield Road, um bairro predominantemente católico da capital norte-irlandesa.

O episódio foi condenado pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson e motivou sessões de emergência do parlamento e do governo da Irlanda do Norte. A situação está a preocupar os também os Estados Unidos e a União Europeia.

Eric Mamer, porta-voz da Comissão europeia, diz que "condena os episódios e que ninguém tem nada a ganhar com isto. Pede a todos os envolvidos que parem estes atos violentos".

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, diz que "se junta aos líderes do Reino Unido, da Irlanda e da Irlanda do Norte nos apelos à calma. Diz que os Estados unidos apoiam uma Irlanda do Norte que seja segura e próspera onde todas as comunidades tenham voz e possam usufruir dos frutos da paz pela qual tanto se lutou".

Estes novos episódios de violência acontecem como reação a outros episódios, nomeadamente incêndios de carros, durante o fim de semana da Páscoa. As novas regras em vigor, por consequência do Brexit, impõem controlos fronteiriços entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido, para evitar uma fronteira física entre as duas Irlandas, o que não é bem visto pelos unionistas.

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