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Governo norte-irlandês reúne-se após sete dias de violência

De  Francisco Marques
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Governo norte-irlandês reúne-se após sete dias de violência
Direitos de autor  AP Photo/Peter Morrison
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Pela sétima noite consecutiva, Belfast foi palco de violência envolvendo grupos de jovens independentistas maioritariamente católicos e os unionistaslargamente protestantes, as fações rivais protagonistas de um longo conflito na Irlanda do Norte, adormecido há duas décadas e agora despertado pelo Brexit.

Nos últimos sete dias, meia centena de polícias terá ficado ferida, sete deles esta quarta-feira à noite, num cenário de violência onde até um autocarro vazio em chamas foi utilizado pelos rebeldes.

O escalar da violência motivou uma reunião de emergência do executivo multi-partidário que governa a Irlanda do Norte. A primeira-ministra Arlene Foster manifestou o desejo de que "os responsáveis têm de ser sujeitos ao total rigor da lei". "Todos têm de ser iguais perante a lei", acrescentou, numa declaração partilhada pela rede social Twitter..

"As cenas a que assistimos na noite passada e nas anteriores em diversas partes da Irlanda do Norte são totalmente inaceitáveis. Não pode haver lugar na nossa sociedade para a violência nem para a ameaça de violência. Tem de parar. Tal como era errado no passado e nunca teve justificação, é errado agora e não pode ser justificado", afirmou a chefe do executivo norte-irlandês.

A vice-primeira-ministra Michelle O'Neill apelou à contenção: "Como líderes politicos, temos de nos manter unidos no apelo a todos os interessados para que deixem de fazer ameaças ou de recorrer à violência e para que reconheçam que só através de políticas democráticas podemos resolver os nossos problemas e preocupações."

Com um Estado-membro logo ali ao lado, a República da Irlanda, e também implicado no atrito uma vez que uma das fações defende a união de ambas as irlandas, a Comissão Europeia condenou os atos de violência cometidos nesta última semana em Belfast.

Eric Mamér, o porta-voz do executivo europeu, sublinhou que "ninguém sai a ganhar destes confrontos" e também apelou "à contenção" de ambas as fações.