Última hora
This content is not available in your region

A catedral de Notre-Dame dois anos depois do incêndio

euronews_icons_loading
A catedral de Notre-Dame dois anos depois do incêndio
Direitos de autor  ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP or licensors
Tamanho do texto Aa Aa

Em pleno confinamento são poucas as pessoas que passam em frente à catedral de Notre-Dame, em Paris. A calma contrasta com o barulho que vem do interior do templo, onde decorrem as últimas etapas de segurança antes do início dos trabalhos de reconstrução, previsto para este verão.

No dia 15 de abril de 2019 o mundo viu, incrédulo, em direto pela televisão um incêndio destruir parte da catedral gótica, com mais de 850 anos.

A fase de consolidação do edifício deve ficar concluída no verão, mas as obras vão demorar anos.

Nesta altura, os carpinteiros tentam consolidar as 60 abóbadas do templo, usando estruturas de madeira, semelhantes às usadas na Idade Média.

Os trabalhos para garantir a segurança do edifício, a estabilização da estrutura, a substituição das pedras e a solidificação das abóbadas devem custar cerca de 165 milhões de euros.

Foi instalado um piso provisório para limpar os tubos de cinco metros do grande órgão, perante a impossibilidade de serem removidos devido ao seu volume.

O presidente francês Emmanuel Macron vai visitar a Notre-Dame, esta quinta-feira, dia em que se cumpre o segundo aniversário do incêndio. A obra não ficará concluída em cinco anos como o chefe de Estado tinha prometido, mas o monumento deve ser devolvido ao culto até 16 de abril de 2024, dia em que uma missa deve voltar a ser celebrada novamente na nave.

Uma angariação de fundos, a nível nacional e internacional, permitiu arrecadar cerca de 833 milhões de euros para esta restauração.