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PM do Kosovo termina visita a Bruxelas sem prometer regressar em breve

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PM do Kosovo termina visita a Bruxelas sem prometer regressar em breve
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O primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, terminou a sua primeira visita de dois dias a Bruxelas mas não se comprometeu a regressar em breve.

A União Europeia esperava que o diálogo com a Sérvia pudesse ser retomado já no dia 11 de maio.

"Precisamos de mais informações e documentos relativos a acordos anteriores e ao processo em geral de forma a podermos estar preparados", afirmou Albin Kurti após umencontro com o chefe da diploacia europeia.

O presidente Vucic da Sérvia passou igualmente por Bruxelas esta semana e aceitou retomar o diálogo com o novo executivo de Pristina.

Desde o início do ano que a campanha eleitoral do primeiro-ministro do Kosovo promete dar prioridade à reconstrução da economia, mais vacinas assim como a luta contra o desemprego juvenil no Kosovo.

Nas redes sociais, a embaixada norte-americana em Bruxelas saudou a visita de Kurti a Bruxelas.

Do lado europeu, o Alto Representante da Política Externa e Segurança respondeu às acusações de não estar a fazer o suficiente.

"Estou farto de ouvir dizer que não estamos a fazer o suficiente, que não estamos a ajudar. Existe um longo registo de apoio financeiro que não é levado em consideração", afirmou Josep Borrell.

A semana foi igualmente marcada pela circulação de documentos não-oficiais alegadamente provenientes de governos europeus com sugestões relativas ao redesenhar das fronteiras nos Balcãs ocidentais.

"Vemos que alguns dos países são mais prósperos no processo de adesão à União Europeia enquanto outros ficam para trás, como a Bósnia e o Kosovo. Enquanto esta situação se amntiver cria-se um vazio que pode ser preenchido por atores externos mas também por estes documentos não-oficiais idiotas que espero venham a ser colocados de lado", defende Engjellushe Morina, membro sénior Conselho Europeu para as Relações Externas.

Tanto o primeiro-ministro do Kosovo como o chefe da diplomacia europeia confirmaram a posição assumida por outros líderes dos Balcãs que classificaram estes documentos de pouco sérios.