A UNICEF revelou que pelo menos 150 crianças foram separadas das suas famílias e 170 podem ter desaparecido durante a erupção do vulcão Nyiragongo
A erupção Nyiragongo, no leste da Republica Democrática do Congo, apanhou todos de surpresa. A lava começou a descer as encostas do vulcão no sábado à noite e parou este domingo nos subúrbios da cidade de Goma.
Os residentes dizem que houve poucos alertas antes do céu ficar vermelho e pedem a demissão da equipa do Observatório de Vulcões que acompanha a região. Milhares de pessoas abandonaram as casas junto à fronteira com o Ruanda e muitos deixaram a família para trás.
Aline Bichikwebo perdeu os pais na erupção. “Estou muito mal, mas estou a pedir ajuda porque o que tínhamos transformou-se em fumo. Nem sequer temos uma panela. Agora somos órfãos e não temos nada”, lamenta.
As autoridades dizem que há pelo menos 15 vítimas mortais. Em comunicado, a UNICEF revelou que “pelo menos 150 crianças foram separadas das suas famílias e 170 podem ter desaparecido durante a fuga de milhares de pessoas”. De acordo esta agência das Nações Unidas, pelo menos 25 mil pessoas ficaram deslocadas na cidade de Sake, a cerca de 25 quilómetros de Goma.
A UNICEF alerta para a situação das centenas de pessoas que regressam às suas casas e encontram “lares danificados e escassez de água e de energia elétrica”.