Ákos Hadházy, húngaro, foi condenado por ter participado numa série de buzinões contra o que a oposição via como má gestão governativa da pandemia e limitação dos direitos fundamentais, incluindo direito de reunião.
Da Assembleia da república para os campos de uma escola profissional. Pela quinta semana consecutiva, o deputado independente húngaro, Ákos Hadházy, tem-se deslocado a este estabelecimento em Szekszárd para cumprir serviço comunitário como horticultor. "Esperava secretamente poder ir aos hospitais e ajudar, seria obviamente necessário lá durante a pandemia. Isto diz muito sobre o governo que nem sequer pensou em deixar-me ajudar de uma forma significativa", explicou à Euronews Ákos Hadházy.
Foi o próprio quem pediu para que uma multa de 100 mil florins, cerca de 300 euros, fosse mudada para trabalho comunitário. No ano passado, Hadházy, participou numa série de buzinões contra o que a oposição via como má gestão governativa da pandemia e limitação dos direitos fundamentais, incluindo direito à reunião.
"Escolhi trabalhar durante 38 dias para sublinhar 3 coisas. Primeiro: o primeiro-ministro húngaro tem muito medo de protestos. Segundo: Uma pessoa não consegue resultados, mas muitos conseguem. Terceiro: Já estamos a caminho de uma democracia para uma ditadura onde leis sujas têm que ser violadas", refere Ákos Hadházy.
À medida que a oposição húngara se prepara para as primeiras eleições em que terá oportunidade de entrar no governo em 10 anos, os debates da oposição centram-se sobre como lidar com leis e a constituição da era Orbán, que consideram ilegítimas.