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Dinamarca sob pressão devido a alegada espionagem na Europa

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Dinamarca sob pressão devido a alegada espionagem na Europa
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Diversos países europeus, incluindo Alemanha e França, exigem aos Estados Unidos e à Dinamarca que esclareçam as alegações de espionagem a altos responsáveis europeus, entre eles a chanceler alemã Angela Merkel, reveladas por uma investigação jornalística da "DR", a televisão pública dinamarquesa.

O caso foi espoletado domingo à noite e a Suécia revelou-se desde logo preocupada.

"Eu pedi especificamente informações sobre empresas, interesses e cidadãos suecos . Gostávamos de ter acesso à informação completa e ver todas as cartas na mesa sobre este assunto", afirmou o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist.

Noutro dos vizinhos nórdico, o parlamento da Noruega disse ser "inaceitável", com o líder do Partido Socialista, Audun Lysbakken, a dizer que, "se isto for verdade, é uma profundamente grave e perturbadora quebra de confiança".

Para a França, as alegações de espionagem são extremamente graves e inaceitáveis entre parceiros europeus, disse o Presidente Emmanuel Macron, no final de uma cimeira franco-germânica.

Angela Merkel, por seu turno, disse ter ficado "mais descansada pelo facto de a própria ministra da Defesa da Dinamarca ter deixado bem claro o que pensa da história". "A este respeito, vejo uma base para estabelecermos boas relações, somado ao esclarecimento dos factos", acrescentou a chanceler alemã, uma das mais altas patentes visadas na alegada "Operação Dunhammer".

Um dos autores da investigação admitiu à Euronews poder haver alguma relutância germânica em proferir críticas mais fortes à Dinamarca.

"Se calhar, vamos ver algumas críticas a partir da Alemanha apesar de achar que os alemães estão um pouco hesitantes porque tiveram também eles um escândalo há alguns anos que implicava os serviços secretos militares alemães num caso de espionagem contra outros parceiros europeus", afirmou o jornalista Niels Fastrup.

A alegada operação permitia que a agência de segurança americana recolhesse dados dos telefones dos políticos detidos pela agência congénere dinamarquesa entre 2012 e 2014, avançou a "DR", com base em entrevistas a pelo menos nove fontes anónimas que garantiram ter acesso a informação classificada.