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Autoridades portuguesas alertadas para quebra de sigilo

De  Nara Madeira
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Lisboa, Portugal
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A quebra na proteção de dados, por parte da Câmara Municipal de Lisboa, era do conhecimento do Ministério da Administração Interna, Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comissão Nacional de Proteção de Dados desde 18 de março. Uma informação avançada por um dos ativistas russos ao canal público de televisão portuguesa, RTP.

Pavel Eliazarov mostrou uma queixa, sem resposta, enviada por correio electrónico por uma das implicadas neste caso. Faltam respostas enquanto aumenta a sensação de insegurança, como explicava este russo ao jornalista do referido canal de televisão. Pavel explicava que até aqui se sentia seguro, que sabia que Portugal o protegeria mesmo no caso das autoridades russas tentarem implicar, diretamente, a Interpol mas que agora tem dúvidas.

O jornal Público escreve que o ministério da Administração Interna admitiu ter recebido o email ao qual não respondeu por não ser da sua competência. O dos Negócios Estrangeiros diz não ter encontrado ainda o documento, escreve a referida publicação.

O que é certo é que foi aberto um inquérito pela Comissão Nacional de Proteção de Dados que não se pronunciará enquanto o mesmo não estiver terminado.

Em causa está o facto da Câmara Municipal de Lisboa ter partilhado com autoridades russas, em Lisboa e em Moscovo, a informação pessoal (nome, morada e contacto telefónico) dos três cidadãos que pediram autorização para realizar uma manifestação, que decorreu em janeiro, em solidariedade para com Alexei Navalny. Os próprios receberam um email, que continha dois endereços de email russos, sobre o referido protesto.

Editor de vídeo • Nara Madeira

Outras fontes • RTP