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Caravana dos Direitos Sociais estaciona em Bruxelas

De  Euronews
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Caravana dos Direitos Sociais estaciona em Bruxelas
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Um grupo de sindicalistas romenos percorreu mais de 2000 quilómetros para pedir salários mínimos justos a nível europeu. No país são cerca de 460 euros por mês.

Partiram de Bucareste, como fazem cada vez mais conterrâneos, e chegaram a Bruxelas. Na capital belga, reuniram-se com representantes do executivo comunitário e alertaram para necessidade de existência de um salário mínimo adequado, em linha com o que defende uma proposta legislativa da Comissão Europeia.

"A iniciativa da Comissão foi apoiada pela maioria dos trabalhadores porque é a única forma de escapar à pobreza que existe em toda a Roménia. Atualmente, temos mais de 4,4 milhões de cidadãos que partiram para a Europa e, se as coisas não mudarem nos próximos dois anos, podemos alcançar até sete ou oito milhões de cidadãos romenos que partirão porque não conseguem encontrar trabalho e, ao mesmo tempo, o trabalho que encontram na Roménia é inaceitável e de nível muito baixo", lamentou, em entrevista a Euronews, Bogdan Hossu, presidente da Confederação Nacional de Sindicatos ALFA Cartel.

Em outubro do ano passado, a Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa para criar um quadro que garanta "salários mínimos adequados" em todos os Estados-membros.

O objetivo é que todos os trabalhadores europeus possam ter salários fixados a um nível adequado para viver de forma decente. Não se pretende criar um salário mínimo universal para todo o bloco comunitário.

O texto está a ser discutido no Parlamento e no Conselho Europeu, e já há vozes dissonantes.

"Esperamos que a Comissão Europeia intervenha finalmente na situação da Roménia. Não podemos aceitar que a Comissão simplesmente ignore a situação num país em que temos os salários praticamente mais baixos da Europa, num país onde as condições de trabalho foram significativamente afetadas pela pandemia e onde os níveis de pobreza são tão elevados. O governo romeno implementou reformas horríveis que desmantelaram completamente o diálogo social e a negociação coletiva no país", sublinhou Luca Visentini, secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos.

A diretiva pode ser crítica para países do leste Europeu. Mas enfrenta a oposição dos países nórdicos, que temem uma redução das suas condições e em das tradições de negociação coletiva.

Esta quarta-feira, a caravana chega a Estrasburgo onde estão previstos encontros com eurodeputados.