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Um ano depois da explosão, Beirute lembra vítimas e questões por responder

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De  Euronews
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Um ano depois da explosão, Beirute lembra vítimas e questões por responder
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Violência na rua e confrontos com a polícia marcaram, esta quarta-feira, o primeiro aniversário da explosão no porto de Beirute. Na capital do Líbano, vários manifestantes atiraram pedras ao parlamento em protesto. Exigem responsabilidades pela tragédia que há um ano matou pelo menos 214 pessoas e feriu milhares na cidade.

No entanto, a única resposta que tiveram foi a da polícia, que retorquiu com gás lacrimogéneo e canhões de água.

De acordo com a Cruz Vermelha libanesa, os tumultos resultaram em pelo menos 84 feridos.

No mesmo dia, rockets foram disparados do Líbano contra Israel, que respondeu com fogo de artilharia.

Horas antes, a poucos metros do porto, milhares tinham já marchado de forma pacífica em memória das vítimas.

Em dia de luto nacional, comércio e serviços fecharam as portas.

Uma cerimónia religiosa reuniu sobreviventes e familiares para lembrar as vidas perdidas e que ainda há questões por esclarecer.

Um ano depois, a investigação em curso ainda não concluiu quem ordenou o envio dos produtos químicos e por que ignoraram as autoridades os alertas de risco.

"Estamos aqui para exigir verdade e justiça. Esta terra permanecerá manchada até sabermos o que aconteceu no Porto de Beirute", proferiu o cardeal libanês Béchara Raï durante a celebração.

A explosão de 04 de agosto de 2020 devastou Beirute e mergulhou o Líbano numa crise financeira, agravada pela pandemia de covid-19. Esta quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou à solidariedade da comunidade internacional para ajudar o país.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou já a doação de 100 milhões de dólares (cerca de 84,3 milhões de euros), em ajuda humanitária adicional ao Líbano.