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Sem-abrigo têm de recorrer às ONG para poderem receber a vacina

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De  Ricardo Figueira
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Sem-abrigo têm de recorrer às ONG para poderem receber a vacina
Direitos de autor  AP Photo
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Na Rússia, que enfrenta uma nova vaga da Covid-19, apesar da vacina, há milhares de pessoas numa situação particularmente vulnerável: Os sem-abrigo, muitos deles sem documentos, por isso mesmo impedidos de aceder às vacinas nos centros oficiais. As ONG, como a Notchlezhka ("abrigo noturno") , em São Petersburgo, tentam dar a volta à situação e estão a vacinar pessoas como Aleksandr, que deixa um conselho: "Toda a gente deve levar a vacina, por si e pelos outros, já que impede a contaminação".

São Petersburgo é uma das cidades mais afetadas pela Covid. As ONG estimam que vivam aqui 60 mil sem-abrigo, muitos deles sem documentos e impedidos de aceder aos cerca de 100 centros de vacinação espalhados pela cidade.

Natalya Shavlokhova, diretora da ONG, explica: "Infelizmente, continua a ser impossível ir a um centro e levar uma vacina para quem não tem documentos. Só é possível para quem recorre a estas instituições onde os sem-abrigo vivem".

A Rússia está a conhecer, desde o início do último mês, um ressurgimento na Covid-19, com números acima das 700 mortes diárias. O país está a vacinar a população com o produto local Sputnik V, mas as pessoas estão a aderir pouco. Segundo o centro de estatísticas Statista, apenas um quarto da população tem pelo menos uma dose da vacina.