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Johnson: "Reino Unido fará o possível para ajudar os afegãos"

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De  Euronews
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Johnson: "Reino Unido fará o possível para ajudar os afegãos"
Direitos de autor  Alberto Pezzali/AP
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Boris Johnson defendeu a retirada do Reino Unido do Afeganistão, afirmando que o ocidente não podia continuar com a presença militar alargada no país. Durante uma sessão na Câmara dos Comuns, convocada para examinar a situação no Afeganistão, o primeiro-ministro britânico afirmou: "Penso que é realmente uma ilusão acreditar que existe apetite entre qualquer um dos nossos parceiros para uma presença militar contínua, ou uma solução militar imposta pela NATO no Afeganistão. Essa ideia terminou com a missão de combate em 2014. O Reino Unido irá trabalhar com os nossos parceiros internacionais num plano partilhado para apoiar o povo do Afeganistão e para contribuir para a estabilidade regional.

Johnson prometeu trabalhar para prevenir uma crise humanitária no Afeganistão. O Reino Unido já se comprometeu a acolher até 20.00 refugiados afegãos, com 5.000 até ao final do ano. Segundo o primeiro-ministro, o Reino Unido já repatriou 306 dos seus cidadãos e recebeu 2.052 afegãos.

O chefe do governo britânico disse que o Reino Unido fará todo o possível para ajudar os afegãos e evitar uma crise humanitária no país.

O plano de acolhimento dos refugiados já enfrenta desafios políticos, numa altura em que a ministra do Interior, Pritty Patel, tenciona endurecer as regras de imigração - tornando especialmente difícil conseguir asilo no país -, para além de todos o desafios logísticos

Tadhg Enright, o repórter da Euronews, em Londres afirma: "Não será fácil evacuar pessoas do Afeganistão em segurança com os Talibã no comando. E os críticos do governo britânico dizem que o plano não vai suficientemente longe. Um dos próprios deputados do governo descreveu-o como "lamentavelmente inadequado" e os partidos da oposição dizem que não vai ao encontro da escala do desafio.