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Díaz-Canel aplaudido por Obrador no atrito com Joe Biden

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De  Francisco Marques
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Miguel Díaz-Canel ao lado de Andrés Manuel López Obrador
Miguel Díaz-Canel ao lado de Andrés Manuel López Obrador   -   Direitos de autor  AP Photo/Marco Ugarte
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Cuba recebeu um forte apoio do México perante o embargo dos Estados Unidos, que mantém a ilha caribenha numa pesada crise económica, agravada desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca e ainda mais com a pandemia de Covid-19.

Agora com o mais moderado Joe Biden na Casa Branca, o presidente mexicano apelou ao democrata pelo fim das sanções americanas contra Cuba.

Confessando admiração pela resistência cubana perante os Estados Unidos ao longo de 62 anos, Andrés Manuel López Obrador pediu "respeitosamente ao governo dos Estados Unidos para levantar o embargo a Cuba". "Nenhum Estado se deve sobrepor a outro povo, a outro país", acrescentou.

Oxalá que o presidente Biden, que possui uma suficiente sensibilidade política, atue com essa grandeza e ponha fim à política de sanções contra Cuba
Andrés Manuel López Obrador
Presidente do México

A manifestação de apoio aconteceu durante a celebração, esta quinta-feira, da independência mexicana, para a qual foi convidado o presidente cubano.

Miguel Díaz-Canel agradeceu a "solidariedade" mexicana perante "um embargo criminoso" que se prolongou durante a pandemia.

"Ao longo dos anos, jamais se quebrou o que a história uniu de forma indissolúvel. Os nossos países têm honrado as suas políticas soberanas à margem das sintonias ou das dissonâncias entre os dois governos", afirmou Díaz-Canel sobre o México, citado pelo jornal "El Financeiro".

Falta agora saber qual a reação do presidente dos Estados Unidos a esta manifestação do homólogo do país vizinho, com quem têm de manter uma boa relação para gerir a crise de migrantes na fronteira dos dois países.

Por outro lado, Cuba foi acusada esta quinta-feira pelo Parlamento Europeu pela repressão dos protestos em julho deste ano.

Os eurodeputados aprovaram a execução de mais sanções contra os cubanos responsáveis pelas alegadas violações dos direitos humanos.

Outras fontes • El Financeiro