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Vulcão de La Palma mantém intensa atividade e rios de lava a correr

O vulcão Cumbre Vieja mantém uma intensa atividade na ilha de La Palma e o Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan) sugeriu esta terça-feira, dia nacional de Espanha, que a erupção seja rebatizada pela herança indígena do local onde se iniciou a erupção.

O Involcan sugere que o vulcão passe a ser donominado "Tajogaite", o nome pelo qual os primeiros habitantes da ilha de La Palma designavam a montanha onde se deu a atual erupção, a 19 de setembro.

A proposta de rebatismo foi realizada no âmbito da comemoração da erupção do Tagoro, um vulcão submarino localizado a sul da também ilha canária de El Hierro, detetada a 12 de outubro de 2011, data que cumpre hoje uma década.

A erupção do Tagoro, que terá começado dois dias antes de ser detatada, é considerada a 16.ª das 17 erupções históricas das Canárias e por isso motivo de celebração especial no instituto vulcanológico deste arquipélago espanhol de origem vulcânica.

O Involcan refere no entanto que a rebatização do vulcão agora denominado Cumbre Vieja, já considerada a 17.ª das erupções históricas no arquipélago, deve ser da responsabilidade dos "palmeros e palmeras", termo com que o instituto define os habitantes da ilha.

As últimas notícias do vulcão referem, entretanto, a chegada da lava a uma zona de fábricas, que degenerou na emissão de gases derivados da combustão das naves industriais ao entrarem em contacto com o magma.

O episódio motivou o confinamento de cerca de 3 mil pessoas até que a emissão desses gases deixasse de ser uma ameaça às respetivas povoações. Uma medida que durou algumas horas.

Uma ordem de evacuação foi entretanto emitida para várias povoações no município de Los Llanos de Aridane, devido às previsões do avanço do fluxo de lava que escorre mais a noroeste. A ordem de evacuação afeta entre 700 e 800 residentes, que devem abandonar as respetivas casas.