"Web Summit" debate o planeta do amanhã em Lisboa

Logotipo da "Web Summit" junto ao Bairro alto, na capital portuguesa
Logotipo da "Web Summit" junto ao Bairro alto, na capital portuguesa Direitos de autor AP Photo/Armando França
De  Francisco Marques
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Feira tecnológica volta a juntar milhares de empreendedores a investidores na capital de Portugal em busca de novos unicórnios

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A "Web Summit" está de regresso. De novo com público e uma vez mais em Lisboa, para onde se mudou em 2016 o evento fundado na Irlanda. A lotação está esgotada!

Com o objetivo de colocar em debate o planeta em que vamos viver e trabalhar no futuro, o programa arranca ao final da tarde desta segunda-feira, com a participação da denunciadora do Facebook, Frances Haugen, como cabeça de cartaz.

Este primeiro dia inclui ainda, entre os oradores, Libby Liu, a responsável pela "Whislpblower AId", a organização que apoia Haugen, e Ayọ Tometi, uma das fundadoras do movimento "Black Lives Matter" ("Vidas Negras Importam").

A agenda desta segunda-feira inclui também discursos de Carlos Moedas, presidente eleito da Câmara de Lisboa e antigo Comissário Europeu da Inovação, e de Pedro Siza Vieira, ministro da Economia de Portugal.

Os novos negócios, as próximas empresas unicórnio (pequenos negócios tecnológicos que rapidamente se valorizam para milhões de euros), mas também o futuro do planeta vão estar em debate, explicou o fundador e diretor executivo da "Web Summit", Paddy Cosgrave, lembrando que o evento decorre "ao mesmo temo" da COP26, onde vão estar reunidos "líderes políticos de todo o mundo e os maiores poluidores".

"Na 'Web Summit' vamos ter muitos dos empreendedores que esperam ter as suas empresas e as suas inovações a ajudar-nos a criar um planeta mais sustentável para se viver nos próximos anos", sublinhou Cosgrove, em entrevista à Lusa.

Depois de um ano em que a "Web Summit" decorreu apenas em formato digital devido à Covid-19, o evento volta a gora a juntar em presença público e oradores, com uma lotação já esgotada de 40 mil pessoas, respeitando as regras da Direção-geral de Saúde (DGS), garante o responsável pelo.

Além de ter uma lotação reduzida face aos números de 2019, a edição deste ano exige aos participantes a apresentação à entrada do certificado digital ou de um teste negativo à Covid-19. O uso de máscara é obrigatório em todos os espaços, com exceção do palco.

O facto de Portugal ser um dos países com maior taxa de vacinação do mundo permite também recuperar a chamada "Night Summit", o conjunto de eventos informais destinados a juntar os participantes na cimeira em locais de diversão noturna de Lisboa para socialização e aprofundamento dos contactos num ambiente mais descontraído.

Até quinta-feira, há muito por onde escolher no programa da "Web Summit", garante Paddy Cosgrave.

"Para além do clima, da energia e do ambiente, colocamos o foco também no 'cripto'. Na noite de abertura, vamos ter a falar o fundador da plataforma mais importante de NFT, o criador da 'Sorare' [Nicolas Julia]. Depois fechamos esta 'web summit' com uma conversa com Tim Berners-Lee, o criador da Internet, que vem falar sobre o futuro da Internet", destacou o CEO da feira.

Entre os oradores programados nos próximos dias, destaque ainda para Werrner Vogels (Amazon), Amy Poehler, Jen Wong (Reddit), Brad Smith (Microsoft), Horacio Gutierrez (Spotify), Nick Clegg (Meta/Facebook), Samuel Eto'o, Wladimir Klitschko, Nikolaj Coster-Waldau, Ole Obermann (Tik Tok), Peter Schmeichel, Iker Casillas, o primeiro-ministro António Costa e o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Fundada em 2009, na Irlanda, a "Web Summit" mudou-se em 2016 para Lisboa, colocando Portugal no centro das atenções de quem procura ajuda para lançar novos negócios de vanguarda tecnológica.

Este ano, são esperados em Lisboa 700 investidores e mais de 1200 'startups' a tecer uma das maiores redes de contactos do mundo.

Outras fontes • Lusa

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