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Ómicron e Rússia dominam Cimeira Europeia em Bruxelas

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De  Bruno Sousa
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Charles Michel na chegada à Cimeira Europeia
Charles Michel na chegada à Cimeira Europeia   -   Direitos de autor  Olivier Hoslet/AP

Esta quinta-feira é dia de Cimeira Europeia em Bruxelas e se a pandemia de covid-19 está no coração da reunião, na cabeça estará a Rússia. Afinal de contas, os restantes tópicos na agenda, crise energética, crise migratória e a tensão na fronteira ucraniana, estão todos, direta ou indiretamente ligados a Moscovo.

Gitanas Nausėda, Presidente da Lituânia, não hesita em afirmar que "provavelmente" a União Europeia enfrenta "a situação mais perigosa nos últimos 30 anos".

"Precisamos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar o pior cenário, que infelizmente não podemos excluir: uma possível intervenção militar russa no território da Ucrânia", especificou o líder lituano.

Para a elite política europeia, mesmo que a Ucrânia não faça parte dos 27, importa defender as fronteiras externas perante a crescente ameaça russa.

"São questões muito importantes, especialmente aquelas que dizem respeito ao ataque híbrido da Bielorrússia às fronteiras europeias. Já nos mostrámos solidários com a Polónia, que enfrenta um grande desafio. Juntos, vamos fazer tudo o possível para nos assegurarmos que o plano do regime bielorrusso não resulta. As ações levada a cabo pela Europa até ao momento estão a resultar", afirmou Olaf Scholz, na estreia em Bruxelas como chanceler alemão, sublinhando a importância de se falar a uma só voz.

O programa é ambicioso, provavelmente demasiado tendo em conta que se trata de apenas um dia de reunião, e apesar das ameaças que já ficaram no ar, dificilmente as palavras darão lugar a ações concretas. Pelo menos, para já.