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2021: o ano das mulheres realizadoras

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De  Frédéric Ponsard  & euronews
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2021: o ano das mulheres realizadoras
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O ano de 2021 fica marcado pela afirmação de mulheres cineastas que arrecadaram vários prémios.

O Óscar para Chloe Zhao

O ano de 2021 começou com a consagração de Chloe Zhao. Depois do Leão de Ouro, no Festival de Cinema de Veneza em 2020, a cineasta chinesa arrecadou três Óscares, melhor filme, melhor realizador e melhor atriz. Nomadland conta a história de uma mulher viúva desempregada que anda estrada com a sua camioneta. Frances McDormand incarna o papel principal.

Palma de Ouro para Julia Ducournau

Em ano de pandemia, o Festival de Cannes decorreu em julho deste ano, e não em maio. Presidido por Spike Lee, o júri atribuiu a Palma de Ouro a Titane, da realizadora francesa Julia Ducournau.

"É engraçado todos os realizadores incluindo a realizadora que recebeu a Palma de Ouro antes de mim, devem ter dito a mesma coisa. Penso que, enquanto realizadores, não achamos que o nosso filme é perfeito, não é possível. É belo porque finalmente a Palma de Ouro celebra as imperfeições que são a essência e a energia dos filmes”, disse Julia Ducournau

A longa-metragem de Ducournau é descrita como um thriller sangrento que joga com as identidades sexuais. Titane foi elogiado por revelar um novo olhar sobre o mundo e dar um novo fôlego à sétima arte.

Também em Veneza as mulheres cineastas estiveram em destaque. A francesa Audrey Diwan recebeu o Leão de Ouro pelo filme L'événement. A longa-metragem retrata o aborto impossível de uma jovem mulher em França nos anos 60 do século XX. "Este filme foi um pouco como um grito, tentei ver até que ponto iria ressoar. E esta noite, sinto que estou a ser ouvida", contou Audrey Diwan.

L'Évenement segue a historia de Anne, uma estudante francesa que faz tudo para conseguir fazer um aborto, clandestino, para poder continuar a estudar e escapar ao destino de uma família pobre na França patriarcal do general Charles De Gaulle. A atriz franco-romena Anamaria Vartolomei desempenha o papel principal.

Jane Campion vence Prémio Lumière

No outono, em Lyon, a realizadora neozelandesa Jane Campion foi distinguida com o Prémio Lumière 2021, descrito como uma espécie de Prémio Nobel do Cinema, atribuído na cidade dos Irmãos Lumière, inventores do cinematógrafo.

“Eu sinto que o cinema tornou a minha vida possível. Crescer com o cinema foi muito importante para mim. Eu olhava para adultos incríveis, que tinham uma grande imaginação e que respondiam a grandes questões como: por que estamos aqui? É possível amar? Quem sou eu? De que é feito o futuro?”, contou a realizadora neozelandesa.

No seu mais recente filme, O poder do cão, Jane Campion retrata um cowboy brutal e machista que esconde um segredo.