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Grandes empresas estão a falhar as próprias metas de "carbono zero"

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De  NewClimate Institute
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Grandes empresas estão a falhar as próprias metas de "carbono zero"
Direitos de autor  Ng Han Guan/Copyright 2018 The Associated Press. All rights reserved.

A Apple, Amazon, Ikea, Nestlé e Google são algumas das maiores empresas que não estão a cumprir as metas que elas próprias traçaram no combate às alterações climáticas. É a conclusão de um relatório do NewClimate Institute, que também acusa as empresas de exagerarem nos progressos alcançados.

No documento que monitoriza a responsabilidade climática das empresas, o NewClimate Institute explica que as 25 maiores companhias a nível mundial na realidade apenas se comprometeram a reduzir as suas emissões em 40 por cento, e não a 100 por cento, conforme sugerido pelas suas reivindicações de "carbono zero". 

Estas empresas contestam e dizem continuar empenhadas no combate às alterações climáticas.

"Propusemo-nos a descobrir o maior número possível de boas práticas replicáveis, mas ficámos francamente surpresos e desapontados com a integridade geral das reivindicações das empresas”, disse Thomas Day, o principal autor do estudo do NewClimate Institute. 

À medida que aumenta a pressão sobre as empresas para agirem sobre as mudanças climáticas, as metas ambiciosas que anunciaram muitas vezes carecem de substância real, o que pode enganar tanto os consumidores como os reguladores, que são essenciais para orientar a sua direção estratégica. Mesmo as empresas que estão a ir relativamente bem, exageram as suas ações
Thomas Day
NewClimate Institute

Para a minoria das 25 empresas avaliadas, os slogans servem como uma visão de longo prazo, e são baseados em objectivos específicos a curto prazo de redução das emissões. 

Embora nenhuma das promessas tenha um alto grau de integridade geral, a Maersk ficou no topo, com integridade razoável, seguida pela Apple, Sony e Vodafone com integridade moderada.

No entanto, a maioria das empresas com compromissos de neutralidade de carbono não apresentam metas ambiciosas. Muitas promessas das empresas são prejudicadas por planos contenciosos para reduzir emissões noutras áreas, informações críticas ocultas e truques de contabilidade. 

O documento conclui que as principais promessas da Amazon, Deutsche Telekom, Enel, GlaxoSmithKline, Google, Hitachi, IKEA, Vale, Volkswagen e Walmart têm baixa integridade e as da Accenture, BMW Group, Carrefour, CVS Health, Deutsche Post DHL, E .ON SE, JBS, Nestlé, Novartis, Saint-Gobain e Unilever têm integridade muito baixa.