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Olaf Scholz: O mundo entrou numa "nova era" com a invasão da Ucrânia

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De  Euronews
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Olaf Scholz: O mundo entrou numa "nova era" com a invasão da Ucrânia
Direitos de autor  The Associated Press

Com a invasão da Ucrânia pela Rússia, o mundo entrou numa "nova era" disse, Olaf Scholz, este domingo, numa sessão extraordinária do Bundestag, onde falou da necessidade de estabelecer limites para "belicistas" como Vladimir Putin e reiterou todo o apoio à Ucrânia.

O mundo entrou numa nova era, com a invasão da Ucrânia pelas tropas russas, uma violação infame do direito internacional
Olaf Scholz
Chanceler da Alemanha

"Temos de apoiar a Ucrânia nesta situação desesperada, e temo-lo feito em grande medida nas últimas semanas, meses e anos. Mas com a invasão da Ucrânia, entrámos numa nova era. Em Kiev e Kharkiv, e portanto, em Mariupol, as pessoas não estão apenas a defender a sua pátria. Estão a lutar pela liberdade e pela sua democracia. Por valores que partilhamos com eles", disse.

O chanceler alemão anunciou que Alemanha vai aumentar massivamente as suas despesas de defesa. Para já, vai criar um "fundo especial" único de 100 mil milhões de euros e, a partir de agora, vai investir mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) anual na defesa.

Na sua conta twitter, Olaf Scholz explicou:

Scholz nomeou, no parlamento alemão, alguns dos grandes desafios que a situação atual apresenta e afirmou: "O terceiro grande desafio é evitar que a guerra de Putin se propague a outros países da Europa. Isto significa que, sem "ses" e "mas", mantemos o nosso dever de apoio na NATO. O Presidente Putin não deve subestimar a nossa determinação em defender cada metro quadrado do território da Aliança juntamente com os nossos aliados".

A Alemanha, que já concordou em excluir a Rússia do sistema Swift, admite mais sanções contra Moscovo e decidiu proibir o seu espaço aéreo, já a partir deste domingo, a todos os aviões russos.

O chanceler alemão disse ainda que continua aberto a conversações com a Rússia.

"Não recusaremos conversar com a Rússia. Mesmo nesta situação extrema, é dever da diplomacia manter abertos os canais do diálogo", afirmou.