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Resgate de civis sobreviventes ao cerco russo na metalúrgica Azovstal em Mariupol

Jovens integrantes dos primeiros grupos de sobreviventes ao cerco russo em Mariupol
Jovens integrantes dos primeiros grupos de sobreviventes ao cerco russo em Mariupol Direitos de autor AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De  Francisco Marques
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Presidente da Ucrânia revelou o resgate de pelo menos uma centena de civis sobreviventes ao cerco russo na metalúrgica. Líder do parlamento americano apelida Putin de "rufia"

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Começou na noite de sábado, prosseguiu este domingo e parece estar a correr bem. O resgate de civis está em andamento na metalúrgica Azovstal, em Mariupol, onde se mantém barricada a derradeira linha de resistência ucraniana contra a invasão russa naquela cidade costeira do sul da Ucrânia.

Ao início da tarde, a agência russa TASS dava conta da retirada de 40 civis. Pouco depois, pelas redes sociais, o Presidente da Ucrânia disse serem já uma centena os sobreviventes resgatados da Azovstal para Zaporizhzhia, numa operação coordenada entre as Nações Unidas e a Cruz Vermelha em acordo com ambas as partes em conflito.

Volodymyr Zelenskyy deixou implícito estar a planear deslocar-se de Kiev a Zaporizhzhia para se encontrar com as pessoas resgatadas da metalúrgica de Mariupol, onde se manterão ainda cerca de dois mil militares ucranianos sob forte pressão russa.

A evacuação da fábrica de aço de Mariupol sucede à visita surpresa a Kiev da líder da Casa dos Representantes do Parlamento dos Estados Unidos.

Já na Polónia, este domingo, Nancy Pelosi endereçou uma mensagem de coragem em que apelida Vladimir Putin de "rufia" e diz que "não se pode ceder perante um agressor".

Não se deixem intimidar por rufias. Se eles ameaçam, não se podem encolher. É assim que eu o vejo. Estamos em campo para a luta. Não podemos ceder perante um agressor.
Nancy Pelosi
Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA

Em Moscovo, entretanto, além de uma outra manifestação pró-Kremlin que ali chegou este domingo, também o Partido Comunista russo celebrou o Dia do Trabalhador, num evento onde o líder comunista, Gennady Zyuganov, aproveitou uma vez mais para enaltecer a "operação militar especial" russa na alegada defesa das repúblicas separatistas na Ucrânia.

A defesa comunista da invasão russa parece ser transversal a diversos partidos comunistas e na Ucrânia levou mesmo à ilegalização dessa força histórica do período soviético.

Em Portugal, o PCP também tem mantido uma posição controversa de acusação à Ucrânia e tolerância perante o Kremlin, embora se assuma "contra a guerra".

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