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Violência e apelos à paz lado a lado no Dia do Trabalhador

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De  Bruno Sousa
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Dia do Trabalhador terminou com várias detenções em Paris
Dia do Trabalhador terminou com várias detenções em Paris   -   Direitos de autor  Lewis Joly/The Associated Press

Não é propriamente uma tradição, mas também ninguém pode negar que a violência na manifestação do Primeiro de Maio se tornou tristemente habitual em Paris. Uma minoria de desordeiros destacou-se pelos atos de vandalismo e pelos confrontos com as forças de autoridade, que resultaram em dezenas de detidos e ensombraram a manifestação legítima da esmagadora maioria dos presentes. Cinquenta mil, segundo os sindicatos, 21 mil de acordo com observadores independentes.

Na Alemanha, o chanceler Olaf Scholz discursou aos manifestantes em Düsseldorf mas não se pode dizer que tenha sido bem recebido. Criticado e apupado por enviar armas para a Ucrânia e acusado de não promover a paz, nem por isso foi pacífico na resposta:

Respeito o pacifismo, respeito todas as atitudes. Mas um cidadão da Ucrânia deve considerar cínico quem lhe diz que tem de se defender das agressões de Putin sem armas. Isto já não se usa.
Olaf Scholz
Chanceler da Alemanha

Na Turquia, as autoridades voltaram a bloquear o acesso à Praça Taksim, em Istambul, palco habitual das manifestações na cidade, e permitiram apenas pequenos ajuntamentos. A repressão deu origem a confrontos com a polícia de intervenção, que terminou em vários manifestantes detidos.