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A segunda vida dos animais marinhos no Algarve

Porto d'Abrigo dá segunda vida aos animais marinhos
Porto d'Abrigo dá segunda vida aos animais marinhos Direitos de autor LUÍS FORRA/ 2022 LUSA
Direitos de autor LUÍS FORRA/ 2022 LUSA
De  Bruno Sousa
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Porto d'Abrigo é o Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas mais antigo de Portugal e já salvou cerca de 500 animais

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À primeira vista, pode parecer um complexo turístico igual a tantos outros mas rapidamente se percebe que os utentes vêm todos do reino animal. O Porto d'Abrigo é um centro de reabilitação de espécies marinhas, o primeiro em Portugal, inaugurado em 2002 no coração do Algarve, um verdadeiro hospital que fornece serviços que não existem na mãe natureza.

Élio Vicente é biólogo marinho, descreve a principal função do Porto d'Abrigo "garantir que os animais que têm o azar de ter interações negativas com humanos ou de dar à costa por doença têm uma segunda oportunidade de vida. O Porto d'Abrigo faz o resgate, a reabilitação e a devolução ao selvagem".

Apesar de a esmagadora maioria regressar à vida selvagem, nem todos conhecem um final feliz. O biólogo marinho explica que "as situações mais dramáticas, animais que ficam impossibilitados porque ficaram paralisados, cegos ou estão demasiado dependentes de humanos, nesse caso, são entregues ao Estado português, ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e o destino final poderá passar por um centro de acolhimento definitivo, um santuário ou afins."

O tratamento médico, por si só, não é suficiente e é preciso acautelar o regresso à vida selvagem, uma dificuldade particular para os animais que sempre viveram em cativeiro.

A enfermeira veterinária Antonieta Nunes lembra que o comportamento normal de um animal não é procurar humanos, pelo que é importante assegurar que os animais não associam pessoas a alimentos:

"Temos de os alimentar de forma a que não nos vejam, ou que não percebam que somos nós a alimentá-lo. Também temos de dar alimentos que encontram no selvagem."

A elevada taxa de sucesso do centro de reabilitação é motivo de orgulho. Desde que entrou em funcionamento, há pouco mais de vinte anos, já por aqui passaram cerca de 500 animais marinhos.

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