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Ruanda e RD Congo acordam cessar-fogo imediato

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De  Neusa Silva  & euronews
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Da esquerda para a direita: Paul Kagame, João Lourenço e Félix Tshisekedi, presidentes do Ruanda, Angola e República Democrática do Congo respetivamente
Da esquerda para a direita: Paul Kagame, João Lourenço e Félix Tshisekedi, presidentes do Ruanda, Angola e República Democrática do Congo respetivamente   -   Direitos de autor  JORGE NSIMBA/AFP

Ruanda e República Democrática do Congo acordam cessar-fogo imediato. Entendimento alcançado esta quarta-feira, depois de uma cimeira em Luanda, mediada pelo presidente angolano.

Os dois países estavam de costas voltadas desde que Kinshasa acolheu hutus ruandeses acusados de participar do genocídio de tutsis em 1994. O governo de Kigali é por seu lado acusado de enviar militares das forças especiais para o território congolês e financiar milícias da oposição.

Paul Kagame, chefe de Estado ruandês, e Felix Tshisekedi, homólogo congolês, sentaram-se lado a lado e João Lourenço registou o progresso como muito positivo.

"Tenho o prazer de anunciar que alcançámos resultados positivos (...) na medida em que acordámos um cessar-fogo, entre outras medidas", disse o presidente angolano no final o encontro.

O que atingimos foi satisfatório e o melhor possível para seguirmos em frente
Paul Kagame
Presidente do Ruanda

Para além do cessar-fogo, a República Democrática do Congo e o Ruanda concordaram em criar um mecanismo de observação 'ad-hoc'.

Farei tudo o que estiver ao meu alcance para fazer avançar a situação e retirar os meus compatriotas desta situação que já dura há 20 anos
Félix Tshisekedi
Presidente da República Democrática do Congo

Os três chefes de Estado fizeram curtas declarações aos jornalistas, sem direito a perguntas, após a reunião, que durou mais de duas horas, mostrando-se satisfeitos com os avanços conseguidos e os resultados "satisfatórios" do encontro.

Foi também decidida a realização de uma reunião da comissão mista entre os dois países, que já teve lugar em Kigali e devia acontecer também em Kinshasa, mas que vai acontecer a 12 de julho, em Luanda, “como forma de restabelecer a confiança perdida entre os dois países”.