Turquia abre centro de monitorização da exportação de cereais pelo Mar Negro

Acordos foram assinados sob a égide da ONU
Acordos foram assinados sob a égide da ONU Direitos de autor Vadim Savitsky/Russian Defense Ministry Press Service
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Abriu em Istambul, na Turquia, o centro que vai monitorizar os os corredores seguros no Mar Negro por onde irão ser exportados os cereais ucranianos

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A Turquia abriu, esta quarta-feira em Istambul, o centro de coordenação para monitorizar os corredores seguros no Mar Negro que visam a exportação dos cerca de 25 milhões de toneladas de cereais de estão presos nos portos ucranianos.

A abertura ocorre depois da assinatura dos acordos assinados entre a ONU e os Governos da Ucrânia e da Rússia, na sexta-feira.

O ministro turco da Defesa, Hulusi Akar, referiu que "O dever deste centro é permitir o transporte marítimo seguro de cereais e produtos alimentares similares exportados dos portos ucranianos de Odessa, Chernomorsk e Yuzhny".

Os três portos ucranianos retomaram as operações, esta quarta-feira...

Por seu lado, o Kremlin afirmou que vai fazer uma avaliação dos acordos, assinados na semana passada, mas pede esforços construtivos à comunidade internacional.

"Estamos empenhados nas nossas obrigações e empenhados na implementação efetiva dos acordos de Istambul. No entanto, os esforços construtivos de outros países são de grande importância, incluindo a assistência honesta da ONU e a abordagem conscienciosa da comunidade internacional, principalmente dos países ocidentais", frisou o porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Ivan Nechaev.

Após um encontro com o homólogo espanhol em Varsóvia, o primeiro-ministro polaco Mateusz Morawiecki garantiu que a Polónia vai ajudar na exportação dos cereais ucranianos.

"Estamos prontos a ajudar nas exportações de cereais ucranianos, uma vez que a falta das exportações pode levar a um enorme défice de acesso aos cereais, ao trigo, no norte de África e no Médio Oriente", disse.

Entretanto, o exército de Kiev destruiu parcialmente uma ponte estratégica na região sul de Kherson, ocupada pela Rússia. O exército de Moscovo continua a tentar blindar os territórios ocupados no sul da Ucrânia, enquanto prossegue com os ataques na direção de Bakhmut, um bastião fundamental para o controlo da parte da região de Donetsk que permanece nas mãos ucranianas.

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