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Mobilização militar e êxodo na Rússia

Reservistas russos de partida para os treinos militares após a mobilização decretada por Vladimir Putin
Reservistas russos de partida para os treinos militares após a mobilização decretada por Vladimir Putin Direitos de autor AP/The Associated Press
Direitos de autor AP/The Associated Press
De  Euronews
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Na Rússia, enquanto os reservistas chegam às unidades militares de treino, milhares de pessoas continuam a afluir às fronteiras para deixarem o país

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Enquanto os reservistas começam a ser transportados para postos de controlo de unidades militares, Vladimir Putin assina um decreto que endurece as penas para deserção, desobediência ou recusa de lutar. Os infratores podem ser punidos com dez anos de prisão. 

Mas há quem esteja motivado para o combate. Um jovem afirma: "O estado de espírito é muito combativo. Eu queria isto. Queria ir com o meu irmão, mas ele foi chamado antes. Agora fui chamado, e vim. É meu dever defender a minha pátria".

Depois de passarem por um controlo sanitário completo, os reservistas recebem armas e iniciam o treino de combate.

Enquanto isso, há milhares de outros russos que preferem abandonar o país, uns para não serem mobilizados, outros porque não concordam com o rumo que o país está a tomar.

Segundo o serviço de mapas online russo, Yandex, as filas na fronteira entre a Rússia e a Geórgia eram, na sexta-feira, de dez quilómetros.

Segundo o site independente Medusa, há quem espere cerca de dez horas para sair da Rússia.

Um residente de Stavropol que decidiu partir diz: "Pânico, todas as pessoas que eu conheço estão em pânico. A maioria das pessoas não sabe o que fazer, muitas não podem sair. Mais de setenta por cento da população não tem passaportes".

À fronteira com a Finlândia chegaram na sexta-feira muitos homens em idade de serem mobilizados. Chegam de carro ou de autocarro aos três postos fronteiriços que permanecem abertos.

A Guarda de Fronteiras finlandesa disse que as filas têm vindo a crescer, tanto em Vaalimaa como em Nuijamaa, ambas localizadas na parte sul da Finlândia, que partilha a fronteira mais longa com a Rússia de todos os países membros da União Europeia.

Os guardas fronteiriços de Vaalimaa dizem que o fluxo de entradas subiu 107% nos últimos dias.

A Finlândia partilha uma fronteira de 1.340 quilómetros (830 milhas) com a Rússia e o país tem estado regularmente classificado entre um dos destinos de viagem ou escalas ocidentais mais populares para turistas russos.

Outros destinos para os russos que fogem da mobilização por terra ou por ar incluem a Mongólia, Turquia, Arménia, entre outros.

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