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Milhares de judeus hassídicos assinalam Ano Novo Judaico na Ucrânia

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De  Euronews
Peregrinos assinalam Ano Novo Judaico
Peregrinos assinalam Ano Novo Judaico   -   Direitos de autor  Efrem Lukatsky/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved   -  

Milhares de judeus hassídicos deslocaram-se até à cidade ucraniana de Uman para celebrar o Ano Novo Judaico, que, este ano, se assinala de 25 a 27 de setembro. Nesta localidade, encontra-se o túmulo do rabino Nachman, bisneto do fundador do hassidismo.

As autoridades israelitas pediram aos judeus para evitar ir à Ucrânia por causa da guerra, mas, em nome da religião, o apelo não foi tido em conta. Yaniv Vakhnin, um dos peregrinos, enalteceu precisamente essa ideia.

"Vamos rezar a Deus para que ele nos salve e esperamos que a Ucrânia não seja ferida e que o país ganhe a guerra porque o rabino Nachman está enterrado aqui, por isso a Ucrânia está protegida", salientou.

A cidade de Uman foi severamente afetada por bombardeamentos russos, nos meses iniciais da guerra.

"No início da guerra, as sirenes soavam aqui, mas nós viemos de Israel e estamos habituados às sirenes, sabemos o que fazer. Todos têm sido muito simpáticos aqui, todas as pessoas nos têm acolhido. Sentimo-nos bastante seguros", salientou o médico Aaron Allen, que também se deslocou à Ucrânia para assinalar esta data religiosa.

Efrem Lukatsky/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
Judeus hassídicos em peregrinação na Ucrânia.Efrem Lukatsky/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

No ano passado, mesmo em plena pandemia de Covid-19, a cidade foi visitada por mais de 35 mil pessoas, de acordo com as autoridades ucranianas. 

A maioria dos peregrinos que se desloca a Uman pertence ao ramo do judaísmo Haredi. Estes judeus são fiéis seguidores do rabino Nachman, que morreu em 1810. Antes de falecer, o líder judaico pediu-lhes que visitassem a cidade anualmente para celebrar o Ano Novo Judaico.

De salientar que a peregrinação judaica foi reprimida durante os anos da União Soviética. Só a partir de 1991, data da queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, é que começou a haver uma peregrinação regular anual de milhares de pessoas.