Funeral de Estado de Shinzo Abe no Japão

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De  Euronews
Shinzo Abe, antigo primeiro-ministro japonês.
Shinzo Abe, antigo primeiro-ministro japonês.   -   Direitos de autor  Franck Robichon/AP

No Japão, realizou-se esta terça-feira, 27 de setembro, o funeral de Estado do antigo primeiro-ministro, Shinzo Abe, assassinado a tiro, durante um comício, em julho passado. Nas cerimónias, estiveram presentes mais de quatro mil convidados, entre eles, a vice-Presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

As homenagens públicas realizaram-se na arena Nippon Budokan, no centro de Tóquio, numa decisão tomada pelo governo japonês, que gerou revolta por parte da oposição, que defende que a cerimónia deveria ter sido discutida e aprovada no parlamento.

O funeral de Estado de Abe é um tema polémico no país, uma vez que, o antigo chefe de governo era considerado uma figura controversa e, para além disso, nos últimos anos, têm sido raras tais homenagens prestadas a responsáveis políticos.

As autoridades de Tóquio reforçaram o dispositivo de segurança na capital, num dia em que as manifestações contra o funeral de Estado têm sido uma constante.Dezenas de pessoas sairam às ruas para se mostrarem contra este reconhecimento do Estado japonês, para o qual foi canalizado dinheiro público, num montante equivalente a 12 milhões de euros.

Efe Koji Sugihara, um cidadão japonês, invocou precisamente esta razão para explicar o motivo pelo qual está contra o funeral de Estado.

Usar os nossos impostos para o funeral de uma pessoa como Abe é algo a que me oponho
Efe Koji Sugihara
Cidadão japonês

Apesar da contestação, muitos apoiantes e admiradores de Sinzo Abe também passaram pelo local do funeral para prestar a sua homenagem.

De salientar que, em julho, já tinha sido organizado um funeral privado,num templo, em Tóquio, que contou com a presença da família e amigos mais próximos do antigo primeiro-ministro japonês.