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NATO interceta um segundo míssil iraniano no espaço aéreo turco

Fragmentos de um míssil disparado do Irão e intercetado dentro do espaço aéreo turco pelas defesas aéreas da NATO, encontram-se no chão no distrito de Sahinbey, no centro-sul da Turquia.
Fragmentos de um míssil disparado do Irão e intercetado dentro do espaço aéreo turco pelas defesas aéreas da NATO, encontram-se no chão no distrito de Sahinbey, no centro-sul da Turquia. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
De Shona Murray
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NATO afirma estar "pronta" para defender o território dos seus membros depois de mísseis balísticos iranianos terem entrado no espaço aéreo turco. Ancara afirmou na segunda-feira ter abatido um segundo míssil numa semana na parte sudeste da Turquia.

As forças da NATO interceptaram um míssil iraniano que se dirigia para a Turquia pela segunda vez em menos de uma semana, numa altura em que os ataques israelo-americanos ao Irão lançam o conflito no Médio Oriente.

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Na quarta-feira passada, o Ministério da Defesa da Turquia afirmou ter intercetado um míssil balístico iraniano que se dirigia para o espaço aéreo turco perto da fronteira com a Síria.

Confirmando o incidente, a porta-voz da NATO, Allison Hart, afirmou que "a NATO mantém-se firme na sua prontidão para defender todos os aliados contra qualquer ameaça".

De acordo com fontes da NATO, ainda não há qualquer indicação de que a Turquia esteja a desencadear procedimentos formais no seio da aliança para iniciar uma ação contra o Irão.

No entanto, o governo turco convocou o embaixador do Irão em Ancara para uma repreensão formal sobre o incidente.

Os EUA têm uma presença militar na base aérea de Incirlik, no sul do país.

"A NATO tem sido clara na sua capacidade de interceção", afirmou à Euronews o coronel Martin O'Donnell, porta-voz do Quartel-General Supremo das Forças Aliadas na Europa, dizendo que o Irão "tem como alvo a presença dos EUA em vários países" e que também ataca espaços públicos "indiscriminadamente".

O'Donnell reiterou a posição da NATO de que não é parte no conflito, apesar de este estar a ser conduzido pelos EUA, de longe o membro mais poderoso da aliança.

"O secretário-geral foi claro ao afirmar que a NATO não faz parte desta guerra, mas a NATO irá defender-se", disse, em declarações à Euronews, a partir da sede da NATO, em Bruxelas, na segunda-feira.

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