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#The Cube: um ano de guerra da informação

Sophia Khatsenkova
Sophia Khatsenkova Direitos de autor euronews
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De  Sophia Khatsenkova
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Primeiro aniversário do conflito na Ucrânia marcado também pela evolução dos métodos de desinformação na internet e redes sociais

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Foi exactamente há um ano atrás que a Rússia invadiu a Ucrânia.

De acordo com os últimos dados do Gabinete dos Direitos Humanos da ONU, mais de 8.000 civis foram mortos e 8 milhões de pessoas fugiram do país.

Mas há outra batalha que está a ser travada, desta vez "online": os utilizadores da internet e das redes sociais foram bombardeados com desinformação sobre o conflito.

Quais são as principais narrativas falsas e como evoluiu a guerra da informação?

Um tema comum que tem sido difundido pelo Kremlin é que os russos estão a enfrentar uma discriminação maciça no Ocidente.

Manchetes manipuladas com "photoshop" das principais publicações noticiosas foram divulgadas "online" e a Euronews também foi vítima.

Em Outubro, um vídeo falso, que afirmava tratar-se de uma das nossas reportagens, dizia que uma casa de leilões na Alemanha estava a "destruir publicamente" a arte russa e a doá-la a militares da Ucrânia.

Outro grande tema, é tentar tirar crédito ao apoio do Ocidente à Ucrânia.

Um exemplo que verificámos, é o da televisão estatal russa, que afirmava haver 80.000 pessoas que protestavam na Bélgica contra o apoio do país à Ucrânia.

Os refugiados ucranianos também têm sido alvo de ataques de propaganda pró-Rússia.

Um ano mais tarde, como mudou a estratégia da propaganda pró-Kremlin?

Falámos com Roman Osadchuk, um investigador especializado em desinformação.

Penso que a intensidade permaneceu a mesma. A única coisa que mudou é que eles se adaptaram melhor às novas realidades, quando foram bloqueados nalguns países.

Já sabem que canais poderão utilizar para promover as suas mensagens para audiências específicas.
Roman Osadchuk
investigador do DFRLab

Mas a guerra da informação também se tem desenrolado do lado ucraniano.

Uma das histórias desmascarada foi a do "Fantasma de Kiev", um ás dos combates, que se dizia ter destruído sozinho seis aviões russos. Ele nunca existiu.

Diferentes estratégias em Moscovo e Kiev

Mas há uma diferença no objectivo e alcance das campanhas de desinformação entre a Rússia e a Ucrânia, de acordo com Madeline Roache, editora-chefe do NewsGuard:

"A campanha de desinformação da Rússia está a tentar convencer uma audiência em casa e em todo o mundo de que o que está a fazer na Ucrânia é justificável.

Já a campanha de desinformação da Ucrânia, nos poucos exemplos que identificámos, está a tentar encorajar o apoio à Ucrânia e é tipicamente feita entre ucranianos."

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