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Governo italiano aprova plano de emergência de 2 mil milhões de euros para fazer face às cheias

Bairro residencial em Ravenna, uma das cidades afetadas pelas inundações em Itália
Bairro residencial em Ravenna, uma das cidades afetadas pelas inundações em Itália Direitos de autor Michele Nucci/LaPresse
Direitos de autor Michele Nucci/LaPresse
De  Giorgia OrlandiEuronews
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Famílias e empresas esperam apoio do Estado para fazer face aos estragos causados pelas inundações da semana passada.

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Para onde quer que se olhe nos campos da região de Emilia-Romagna, está à vista de todos a destruição causada pelas inundações em Itália.

Apesar de ainda ser cedo para se avaliar o impacto financeiro dos estragos, o governo de Giorgia Meloni aprovou, esta terça-feira, um pacote de 2 mil milhões de euros para ajudar famílias e empresas afetadas pelo mau tempo.

A agricultura é o setor mais atingido. Na região, conhecida como "vale dos frutos", cerca de 10 milhões de plantas foram danificadas e a produção de legumes vai também levar tempo a recuperar.

A Emília-Romagna é uma das regiões mais ricas de Itália e o impacto das cheias está a levantar questões sobre a razão pela qual os fundos atribuídos para combater a instabilidade hidrológica nunca foram utilizados.

Além dessa verba, há ainda ajudas por ser atribuídas. Danilo Verlicchi, diretor da Confagricoltura Ravenna, uma união sindical local sem afiliação partidária, recorda que em outras partes de Itália afetadas pelas cheias de há um ano ainda estão para receber ajudas. 

"Se o apoio financeiro não for enviado imediatamente, as empresas vão ficar de joelhos", alerta. 

Regresso lento à normalidade

Apesar de a chuva intensa ter parado durante alguns dias, o nível da água continua elevado. Determinadas localidades foram completamente evacuadas.

Todos os dias, os bombeiros transportam os habitantes locais para dentro e fora das cidades. Em alguns casos, só agora é possível regressar a casa para recuperar o que ficou para trás.

"É a primeira vez que posso entrar em minha casa desde quinta-feira passada. Queria levar comigo o que pudesse. Temos de nos manter positivos. Conseguimos salvar as nossas vidas! Isso é o mais importante", mentaliza-se um dos habitantes locais deslocados.

Muitos acreditam que o pior já passou, mas o futuro é ainda um quebra-cabeças.

"Perdi tudo. Vivo aqui em Ravenna há 20 anos e ainda muitas contas para pagar. Quem é que as vai pagara agora? Não sei", afirma outro residente.

Habitantes e empresários locais dizem estar satisfeitos com a resposta do governo à emergência. Agora resta esperar que o apoio chegue rapidamente.

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