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Cerca de 5 milhões em situação de insegurança alimentar no Haiti devido a violência

Gangues têm bloqueado as rotas de distribuição de alimentos no Haiti
Gangues têm bloqueado as rotas de distribuição de alimentos no Haiti Direitos de autor © WFP/Alexis Masciarelli/ WFP/Alexis Masciarelli
Direitos de autor © WFP/Alexis Masciarelli/ WFP/Alexis Masciarelli
De  Euronews
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Violência de gangues armados aumentou nos últimos meses, levando aproximadamente 4,97 milhões de pessoas a níveis de insegurança alimentar aguda.

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O Programa Alimentar Mundial da ONU informou na quinta-feira que a crise alimentar no Haiti é a pior desde 2010, ano em que um sismo devastador atingiu o país.

De acordo com um relatório recente do organismo responsável pela Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC), graças à violência o Haiti tem hoje cerca de 5 milhões de pessoas, ou seja quase metade da população, em situação de insegurança alimentar.

"A violência de gangues armados aumentou nos últimos meses, levando muitas pessoas a procurar refúgio em lugares mais seguros, com uma estimativa de 362.000 pessoas agora deslocadas internamente - cerca de 17.000 pessoas deixaram Port-au-Price, deixando para trás seus meios de subsistência e enfrentando situações ainda mais vulneráveis", refere o relatório do IPC.

Segundo o IPC, comparativamente à projeção anterior feita durante a análise de agosto de 2023, a situação deteriorou-se, "com aproximadamente 4,97 milhões de pessoas a enfrentar altos níveis de insegurança alimentar aguda entre o período de março a junho de 2024".

"Os principais fatores para essa deterioração são o aumento da violência dos gangues, o aumento dos preços, a baixa produção agrícola devido às chuvas abaixo do normal e a falta de ajuda humanitária", explica o IPC.

O PAM também já tinha alertado em março, face àúltima onda de violência, que os gangues no Haiti estavam a bloquear as rotas de distribuição de alimentos e a paralisar o principal porto da capital.

Desde março, a agência da ONU já entregou mais de meio milhão de refeições a 80 mil pessoas em Port-au-Prince e noutras cidades.

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