Pelo menos 12 mortos após ataques de gangues na zona nobre de Port-au-Prince no Haiti

Fotojornalistas e correspondentes de várias agências afirmam ter visto meia dúzia de corpos espalhados pelas ruas de Pétion-Ville
Fotojornalistas e correspondentes de várias agências afirmam ter visto meia dúzia de corpos espalhados pelas ruas de Pétion-Ville Direitos de autor Odelyn Joseph/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
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De  Euronews
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Violência no Haiti atinge bairros nobres da capital do Haiti. Novos ataques de gangues criminosos terão feito pelo menos 12 mortos. País caribenho espera a formação de um conselho presidencial de transição.

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Gangues criminosos atacaram dois bairros nobres na capital do Haiti na segunda-feira, deixando pelo menos uma dúzia de pessoas mortas.

Homens armados saquearam casas em Laboule e Thomassin, dois bairros da comuna de Pétion-Ville, nos subúrbios da capital, obrigando a população a fugir.

Até aqui, a área tinha permanecido em grande parte pacífica, apesar de onda de violência em que Port-au-Prince tem estado mergulhada nos últimos meses.

Um fotojornalista da Associated Press viu os corpos de pelo menos 12 homens espalhados pelas ruas de Pétion-Ville, sem poder dizer em que circunstâncias essas pessoas foram mortas.

O ataque mais recente levanta algumas preocupações sobre o Haiti, uma vez que se acreditava que a violência abrandaria agora que o primeiro-ministro Ariel Henry anunciou a sua demissão e será implementado um conselho presidencial de transição, uma das exigências dos gangues.

Ariel Henry, que foi nomeado primeiro-ministro após o assassinato de Jovenel Moïse, em 2021, tinha-se comprometido a realizar eleições até 7 de fevereiro. Algo que não aconteceu. No início do mês esteve no Quénia para reunir esforços para uma força de segurança internacional apoiada pelas Nações Unidas capaz de estabilizar o país.

Muito contestado, não conseguiu regressar ao seu país após a viagem e renunciar ao cargo de primeiro-ministro. Enquanto isso, a implantação de uma força policial queniana apoiada pela ONU para combater gangues no Haiti também foi adiada, com o país do leste africano a entender que será melhor esperar até que o conselho de transição seja estabelecido.

Os líderes caribenhos têm ajudado na criação de um conselho de transição. Numa reunião de emergência com representantes do Haiti, da ONU e dos Estados Unidos, entre outros, a Comunidade das Caraíbas (Caricom) e os seus parceiros encarregaram os partidos políticos haitianos e o setor privado do país de criarem as autoridades de transição.

Mas as negociações para formar este órgão atrasaram-se. Originalmente, deveria ter sete membros com poderes de voto. Mas um partido político no Haiti rejeitou um dos assentos que lhe era destinado e outro ainda terá de decidir quem deve ser nomeado.

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