Pelo menos 15 pessoas morreram, além de um dos atacantes, após um tiroteio na praia de Bondi, em Sydney, que visava um evento judaico. Polícia confirmou que se tratou de um ataque terrorista. Há registo de cerca de 40 feridos.
Pânico na praia de Bondi, em Sydney, no domingo, quando dois homens desataram aos tiros de forma indiscriminada. Imagens filmadas por moradores mostram dois homens vestidos de preto a disparar o que parecem ser espingardas, do alto de uma ponte pedonal, atrás de um clube de surf e perto do parque Bondi, nas redondezas da praia com o mesmo nome.
Nas muitas imagens que surgiram nas redes sociais, e posteriormente publicadas pela ABC Austrália, é possível ver um dos moradores a desarmar um dos atacantes, apanhando-o pelas costas e retirando-lhe a espingarda. O atacante ainda tentou desafiar o morador, que o afugentou apontando-lhe a arma que lhe tinha retirado.
A polícia de Nova Gales do Sul foi chamada ao local e pediu de imediato que todos os moradores se mantivessem afastados da área. Testemunhos no local relataram ter ouvido tiros por volta das 18h50 de domingo, o que levou centenas de pessoas a fugir da praia enquanto a polícia era mobilizada para o local.
Nestas imagens captadas por um drone, no local do ataque, pode ver-se um dos atiradores a ser morto pela polícia e o outro, que também foi alvejado, sobreviveu e está a receber tratamento, embora se encontre em estado crítico.
Na rede X, a polícia informou que a "operação policial está em curso após um tiroteio num local público levado a cabo por dois homens em Bondi Beach, hoje cedo".
Nos primeiros momentos do ataque, "dez pessoas" tinham sido confirmadas como mortas, incluindo um homem que se acredita ser um dos atiradores. "O segundo alegado atirador está em estado crítico." Este número, entretanto, subiu para 15 vítimas mortais além do atirador.
O mesmo aconteceu com o número de feridos, que subiu de 11 para cerca de 40 pessoas que terão sido encaminhadas para unidades hospitalares**,** no balanço mais atualizado.
Autoridades confirmam tratar-se de um ataque terrorista
Num momento em que começa a época de verão naquele lado do mundo, a praia de Bondi Beach, uma das mais populares, estava cheia de banhistas.
Ao fim da tarde, um evento judaico estava previsto para um parque nas proximidades da praia. Estava "lotado", escreve o Channel 7 News: o "Hanukkah by the Sea 2025" estava a acontecer perto de um parque infantil, onde "havia muitas crianças".
O presidente de Israel, Isaac Herzog,condenou o "cruel" ataqueocorrido durante o referido evento de celebração do Hanukkah e apelou ao governo de Canberra para que "lute contra a enorme onda de antissemitismo" que, segundo ele, "assola a sociedade australiana".
Horas mais tarde, o primeiro-ministro da Austrália também condenou o ataque, classificando-o como "um ato de antissemitismo maligno, de terrorismo, que atingiu o coração da nossa nação. Um ataque aos judeus australianos é um ataque a todos os australianos", referiu Anthony Albanese.
"Trata-se de um ataque direcionado aos judeus australianos no primeiro dia do Hanukkah — que deveria ser um dia de alegria e celebração da fé", disse o primeiro-ministro.
O Hanukkah, ou Chanuca, é uma festa judaica também conhecida como Festival das Luzes, de oito dias, que hoje, domingo, 14 de dezembro, começa. O evento acontece todos os anos, entre a comunidade judaica, e marca a vitória do povo de Israel sobre os sírios-gregos, que governavam o território (Terra Santa). O "Hanukkah by the Sea" teria início ao fim da tarde, no parque Bondi.