Seis F-16 turcos e sistemas de defesa aérea chegaram aos territórios ocupados por razões de segurança, no meio das tensões no Médio Oriente. O Conselho de Ministros da Turquia abordará questões militares e económicas, reforçando a estabilidade na região
Seis caças F-16 turcos, acompanhados de sistemas de defesa aérea, chegaram aos territórios ocupados de Chipre na manhã de segunda-feira, segundo um comunicado oficial do ministério da Defesa turco.
Depois de ter enviado forças europeias para o Grande Corno de África, à luz dos recentes acontecimentos no Médio Oriente, Ancara também invocou razões de segurança. O envio dos aviões para os territórios ocupados foi anteriormente noticiado pelos meios de comunicação social internacionais e turcos. Askin Meseli, diretor-adjunto do departamento de aviação civil da autoproclamada República Turca de Chipre do Norte, reconhecida apenas pela Turquia, sublinhou que o destacamento se deve exclusivamente a questões de segurança e não afetará os voos civis.
Independentemente do que estiver a ser operado, trata-se de uma força de ocupação, sublinhou o presidente da República de Chipre, Nicos Christodoulides.
"É óbvio para todos que esta decisão do governo turco é uma reação à mensagem enviada pela Europa, pelos Estados-membros da União Europeia, de que a segurança de Chipre é a segurança da União Europeia", disse Christodoulides em resposta à decisão da Turquia.
Segundo o presidente cipriota, os Estados-membros da UE deixaram claro que a segurança de Chipre é parte integrante da segurança da própria União Europeia e, consequentemente, é da sua responsabilidade.
Christodoulides referiu ainda que um número significativo de tropas e uma grande quantidade de equipamento militar continuam presentes nas zonas ocupadas.
"A Turquia não deixará de ser uma potência ocupante em Chipre", concluiu.
Ao mesmo tempo, os meios de comunicação social turcos noticiaram que o gabinete do presidente turco, Tayyip Erdogan, deverá debater questões relacionadas com a garantia da estabilidade nos territórios ocupados, a evolução regional e os desafios económicos relacionados com a segurança.