As autoridades cipriotas estão a investigar com afinco os dois casos, que até agora não têm qualquer ligação
A Rússia está no centro das investigações policiais em Chipre, com dois casos distintos no espaço de 24 horas. Em primeiro lugar, na quinta-feira, a polícia foi informada da morte de um funcionário da embaixada russa em Nicósia.
De acordo com os relatos, o funcionário da embaixada russa foi encontrado morto no seu gabinete, mas as autoridades russas entregaram o corpo no pátio da embaixada sem permitir que a polícia cipriota entrasse no edifício.
Os meios de comunicação social cipriotas referem que a polícia solicitou uma busca às instalações, pedido que não foi satisfeito, tendo sido informada de que a morte foi atribuída a suicídio. Há também, alegadamente, um bilhete, que não foi entregue às autoridades cipriotas, com o argumento de que seria enviado para Moscovo. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Chipre já foi informado do incidente, enquanto os serviços de segurança competentes da República também estão a acompanhar de perto o assunto.
Suspense com oligarca russo desaparecido
Ao mesmo tempo, as autoridades continuam a procurar o oligarca russo Vladislav Baumgerner, de 56 anos.
A polícia busca informações que possam ajudar a localizar o russo de 56 anos,que está desaparecido, desde sete de janeiro, da sua residência em Limassol.
O homem de 56 anos é descrito como tendo aproximadamente 1,90 m de altura, de constituição magra, com cabelo grisalho. No momento do desaparecimento, vestia calças curtas pretas e uma camisa preta de manga curta.
Apesar da ajuda de helicópteros e drones, as más condições meteorológicas estão a dificultar os esforços para o localizar, e o facto de o seu telemóvel ter emitido pela última vez a partir de uma zona costeira íngreme aumenta a preocupação com o seu destino.