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Presidente de Chipre discursa no Parlamento Europeu sobre o futuro da União

O Presidente de Chipre, Nicos Christodoulides
O Presidente de Chipre, Nicos Christodoulides Direitos de autor  © European Union 2026 - Source : EP
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De Ioannis Karagiorgas & euronews
Publicado a Últimas notícias
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A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, falou sobre a questão cipriota, que considerou ser "uma questão europeia".

"Estou hoje perante vós, como presidente do Estado-membro situado no extremo sudeste da União Europeia e do único Estado-membro que continua sob ocupação ilegal, com um sentimento de honra e orgulho." Foi com esta frase que Nikos Christodoulides iniciou o seu discurso na sessão plenária desta terça-feira no Parlamento Europeu, onde apresentou as prioridades da Presidência cipriota do Conselho da União Europeia.

Pouco antes, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, tinha-se dirigido a um "amigo", fazendo referência a Nikos Christodoulides, e sublinhando que "Chipre assume a presidência num período extremamente difícil", salientando que "os próximos seis meses certamente não serão fáceis".

Roberta Metsola, num gesto altamente simbólico, referiu-se à ocupação de Chipre na sua declaração introdutória, afirmando que "o Parlamento Europeu está do lado de Chipre" e salientando que "para nós, aqui, não se trata de uma questão cipriota, mas sim europeia".

"Não é a primeira vez que a nossa União enfrenta adversidades"

"A nossa Presidência começa num momento de viragem para a União. Num período de profunda transformação", começou por afirmar Nikos Christodoulides, no seu discurso perante os eurodeputados. Isto porque, elaborou ainda, "a Europa enfrenta um ambiente geopolítico e geoeconómico em rápida mudança, caracterizado pela incerteza".

Recordou que a "guerra regressou ao nosso continente com a agressão contínua da Rússia contra a Ucrânia", numa altura em que "a ordem internacional em que nos baseámos durante décadas já não pode ser considerada um dado adquirido".

Mais concretamente, sobre o país que lidera, Nikos Christodoulides destacou que a "instabilidade continua na vizinhança imediata de Chipre, na região mais ampla do Médio Oriente", onde "pessoas são brutalmente assassinadas por lutarem e reivindicarem a liberdade após décadas de opressão".

Tendo acrescentado ainda: "Princípios fundamentais, como a soberania e a integridade territorial, são postos à prova e violados abertamente. As tensões comerciais aumentam e as dependências estratégicas são instrumentalizadas. As alterações climáticas, as pressões migratórias e os progressos tecnológicos estão a remodelar as nossas sociedades."

Porém, esta "não é a primeira vez que a nossa União enfrenta adversidades", defendeu Nikos Christodoulides. "E, em todas as ocasiões, a Europa esteve à altura das circunstâncias." Notando que, enquanto cidadãos europeus, "sempre escolhemos a cooperação em vez da divisão, a solidariedade em vez do isolamento e o progresso em vez do retrocesso", o líder cipriota considerou que "agora chegou o momento de voltarmos a fazer o que, como europeus, sabemos fazer melhor".

Algo que passa, na ótica de Christodoulides, por "acreditar na nossa capacidade coletiva de moldar a mudança", mas também por "sermos nós próprios a mudança". E exemplificou: "Investir, com sentido de urgência, em mais integração. Reforçar a rede de acordos de comércio livre, porque a competitividade da Europa é reforçada pela nossa abertura ao mundo. Defender as nossas fronteiras, os nossos cidadãos e o modo de vida europeu."

O presidente da República de Chipre prometeu ainda que "àqueles que questionam se o farol da Europa continua a brilhar, responderemos com ações", e que "aos que tentam minar os nossos valores e a nossa unidade, responderemos com determinação".

"Porque a questão que se nos coloca não é se estamos no meio de uma tempestade. Isso já ultrapassámos há muito. A verdadeira questão é se estaremos à altura das circunstâncias e se, mais uma vez, encontraremos soluções", concluiu Nikos Christodoulides.

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