Um número crescente de companhias aéreas internacionais está a cancelar voos para Cuba por não terem garantias de poderem reabastecer os seus aviões no aeroporto de Havana. Entretanto, os cubanos estão a procurar soluções alternativas.
O embargo petrolífero dos EUA a Cuba está a causar cada vez mais problemas. As autoridades aeronáuticas proibiram todos os aviões que voam na região de aterrar na ilha para reabastecer. Os voos de longo curso, que são fundamentais para a indústria do turismo cubano, foram interrompidos pela escassez de combustível e a Air Canada deixou de voar para a ilha a partir de segunda-feira.
Os cubanos poderão comprar até 20 litros de combustível de cada vez, e apenas por um dólar. Entretanto, os transportes públicos estão a sofrer enormes perturbações, com muitos autocarros a deixarem de circular.
Os habitantes locais estão a tentar adaptar-se à situação de emergência. Uma jovem, por exemplo, está a usar uma bicicleta-táxi, diz ela, porque é movida a energia humana e, apesar de não haver gasolina, tem de continuar a andar.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, prometeu na segunda-feira que o seu país enviará ajuda a Cuba e utilizará todos os meios diplomáticos para retomar o envio de petróleo para a ilha.
"Uma coisa é discordar das políticas do regime cubano. Mas a sua oposição não deve afetar o povo", afirmou a chefe de Estado.
A escassez de combustível levou a que os bancos estivessem abertos menos horas, que vários eventos culturais fossem cancelados e que a época de basebol fosse encurtada em Cuba.