Após os acidentes de Adamuz e Gelida, Sánchez compareceu no Congresso para defender a segurança da rede ferroviária e prometeu reforçar os controlos.
O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, enfrentou esta quarta-feira uma sessão de controlo no Congresso dos Deputados centrada nos graves acidentes ferroviários ocorridos em meados de janeiro em Adamuz (Córdoba) e Gelida (Barcelona), sem renunciar a defender a atuação do Executivo perante as críticas da oposição.
Durante o seu discurso, Sánchez assegurou que o seu Executivo está a levar a cabo "investigações com rigor e transparência" e que adotará "todas as medidas necessárias" para que acontecimentos deste tipo não voltem a acontecer, ao mesmo tempo que reiterou a sua confiança na qualidade do transporte ferroviário espanhol.
"Apesar dos problemas do sistema ferroviário, o nosso é um dos melhores da Europa. Espanha tem uma rede ferroviária de 15.500 quilómetros, incluindo 4.500 quilómetros de linhas de alta velocidade", afirmou o líder socialista.
O primeiro-ministro sublinhou ainda que a via afetada tinha todos os controlos de manutenção necessários e que a coordenação entre administrações foi rápida após o acidente, o que contribuiu para melhorar a resposta de emergência. "Em questão de minutos, foi ativado um vasto sistema", afirmou.
Rejeitou também que a tragédia fosse sintoma de um "sistema obsoleto ou inseguro" e defendeu o facto de o investimento em infraestruturas ter aumentado consideravelmente nos últimos anos. "O número médio de acidentes graves em Espanha diminuiu 11%, apesar de o número de passageiros ter aumentado 15%", afirmou.
"Tendo em conta a inflação, gastamos mais 26% na manutenção da rede ferroviária. Estamos acima da média europeia. Não enganemos a opinião pública: o PP reduziu o investimento para metade e atualmente a Espanha investe três vezes mais do que os outros países da UE", acrescentou.