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Chuva de drones e mísseis russos sobre a Ucrânia antes do início das negociações de paz em Genebra

ARQUIVO: Um homem caminha por um mercado destruído por um ataque russo em Odessa, Ucrânia, na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026.
ARQUIVO: Um homem caminha por um mercado destruído por um ataque russo em Odessa, Ucrânia, na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026. Direitos de autor  Michael Shtekel/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Michael Shtekel/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
De Serge Duchêne
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"A Rússia ignora os esforços de paz: lançou um ataque massivo com mísseis e drones contra a Ucrânia pouco antes da próxima ronda de negociações em Genebra", protestou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Andriy Sybiha, nas redes sociais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou a Rússia de "desprezo pelos esforços de paz" ao lançar centenas de drones e dezenas de mísseis durante a noite, pouco antes do reinício das conversações em Genebra para tentar pôr fim à guerra de quatro anos.

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"A extensão do desprezo da Rússia pelos esforços de paz: um ataque massivo de mísseis e drones contra a Ucrânia mesmo antes da ronda de conversações em Genebra", publicou Andriy Sybiha nas redes sociais.

A força aérea ucraniana contabilizou 29 mísseis e 396 drones lançados pela Rússia contra infraestruturas críticas na noite de segunda-feira, tendo indicado que quatro mísseis balísticos e 18 drones de ataque atingiram os seus alvos em 13 locais e que há ainda registo de danos causados pela queda de destroços em oito locais.

"Os nossos parceiros devem reagir a todos estes ataques contra a vida", acrescentou, por sua vez, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. "A Rússia deve ser responsabilizada pela sua agressão... Para que a paz seja real e justa, a ação deve visar a única fonte desta agressão, pois é Moscovo que continua com os massacres, os ataques massivos e as agressões."

Uma pessoa foi morta e seis outras, incluindo duas crianças, ficaram feridas na sequência de ataques de drones russos na região de Sumy, na noite de 17 de fevereiro. Em resultado dos bombardeamentos de Moscovo nas regiões de Kharkiv, Kherson e Zaporijia no último dia, nove pessoas ficaram feridas e vários edifícios residenciais e infraestruturas sofreram danos.

Uma outra investida russa, com recurso a drones, no leste da Ucrânia, matou três trabalhadores do setor energético durante a última madrugada, segundo Kiev. O ataque em larga escala atingiu instalações energéticas perto da cidade industrial de Sloviansk, na região de Donetsk.

"De manhã, um UAV [Veículo Aéreo Não Tripulado] russo atacou um veículo que transportava funcionários da central de Sloviansk. Infelizmente, três deles morreram", afirmou o vice-ministro da Energia da Ucrânia, Artem Nekrasov, numa publicação nas redes sociais.

A Polónia teve de mobilizar a sua aviação militar devido ao ataque aéreo russo sobre a Ucrânia. Estas medidas são de natureza preventiva e destinam-se a garantir a segurança e a proteção do espaço aéreo, sublinhou o comando polaco.

Mais de 150 drones ucranianos repelidos durante a noite, segundo Moscovo

A Rússia afirma ter repelido mais de 150 drones ucranianos durante a noite de terça-feira, disse o Ministério da Defesa de Moscovo aos meios de comunicação estatais na terça-feira.

"Durante a noite, as forças de defesa aérea destruíram 151 drones ucranianos sobre as regiões russas e os mares Negro e Azov", referiu o Ministério.

Na Crimeia, anexada à Rússia, o governador de Sevastopol, Mikhail Razvojaev, disse que cerca de 20 drones foram abatidos durante "um dos mais longos ataques dos últimos tempos".

Na região russa de Krasnodar, os residentes relataram uma série de mais de dez explosões na área ao redor da aldeia de Ilsky, seguidas por um violento incêndio nas instalações da refinaria local. 72 operacionais e 21 veículos foram mobilizados para combater o incêndio.

De acordo com os meios de comunicação ucranianos, a refinaria de Ilsky ("KNGK-INPZ" SARL) é uma das principais refinarias de petróleo do Distrito Federal do Sul da Federação Russa. Tem capacidade para processar mais de seis milhões de toneladas de petróleo por ano. A empresa produz gasóleo, gasolina e óleo para aquecimento que, devido à sua proximidade aos portos do Mar Negro, é amplamente utilizado para apoio logístico às forças de ocupação russas na Ucrânia.

Na terça-feira, as duas partes deverão iniciar uma nova ronda de conversações diplomáticassob a égide dos Estados Unidos, depois de duas rondas de conversações patrocinadas pela Casa Branca não terem produzido qualquer progresso.

Enquanto a Rússia ocupa cerca de um quinto da Ucrânia, Kiev fez recentemente avanços no campo de batalha, reconquistando 201 quilómetros quadrados entre quarta-feira e domingo da semana passada, de acordo com uma análise da AFP referente a dados do Instituto para o Estudo da Guerra.

Outras fontes • AFP, Ukraïnska Pravda, Meduza

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