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Turquia quer manter-se fora desta guerra, diz ministro dos Negócios Estrangeiros

Ministro dos Negócios Estrangeiros Hakan Fidan
Ministro dos Negócios Estrangeiros Hakan Fidan Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Emre Basaran com AP
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Em declarações à AP, Fidan salientou que os dados apontam para que os mísseis contra a Turquia tenham sido disparados do Irão. Após pedido de explicações de Ancara, Teerão alegou que nunca visou território turco.

Ao entrar no 15.º dia da guerra no Irão, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, falou à Associated Press (AP) e sublinhou que o seu país quer manter-se fora do conflito.

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Fidan afirmou não haver um esforço sério para iniciar negociações entre os Estados Unidos e o Irão, mas disse acreditar que o Irão está aberto a uma diplomacia discreta, acrescentando que os iranianos se sentem traídos pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel de há duas semanas.

Falando sobre os três mísseis que terão sido lançados do Irão e que foram destruídos sobre território turco pelos sistemas de defesa da NATO, Fidan afirmou que, apesar de as autoridades iranianas negarem o ataque, os dados apontam para o Irão. O ministro adiantou que, nesta fase, não está prevista uma resposta militar e afirmou: "Sei que fomos e voltaremos a ser alvo de provocações, mas o nosso objetivo é ficar fora desta guerra".

Fidan adiantou também informações sobre a situação de Mücteba Hamaney, filho do líder iraniano Ali Hamaney, morto a 28 de fevereiro, que lhe sucedeu no cargo. Perante rumores de que teria ficado ferido num ataque, Fidan limitou-se a dizer que "a única coisa que sabemos é que está vivo e a exercer funções". Acrescentou que, na sua avaliação, o vazio na estrutura de poder do Irão foi preenchido pela hierarquia da Guarda Revolucionária.

Ao abordar também a situação na Síria, Fidan afirmou que a Turquia apoia o governo liderado pelo presidente interino Ahmed el-Şara, enquanto Israel, pelo contrário, ocupa território sírio e agrava as tensões. Segundo o ministro, Israel procura território, não segurança, e, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu se mantiver, a região continuará a ver surgir novos inimigos.

Por fim, ao falar sobre o futuro de Gaza, Fidan recordou que a Turquia integrou o Conselho de Paz criado pelo presidente norte-americano Donald Trump e afirmou que Ancara está pronta a disponibilizar tropas para uma força internacional de estabilização a criar em Gaza. Indicou que ainda não recebeu qualquer pedido formal nesse sentido, mas considera que os Estados Unidos tentam convencer Israel da necessidade dessa força, e sublinhou que a prioridade é a entrada em funções, em Gaza, de um comité de gestão composto por 15 administradores independentes.

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