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Primeiro-ministro do Qatar após ataques a centros energéticos no Golfo: "Esta guerra tem de acabar imediatamente"

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O Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, durante uma conferência de imprensa conjunta com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, em Doha,
O Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, durante uma conferência de imprensa conjunta com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, em Doha, -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Aadel Haleem
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O primeiro-ministro do Qatar apelou ao fim imediato do conflito, após ataques com mísseis terem atingido instalações energéticas em todo o Golfo, incluindo o importante centro de Ras Laffan. Doha exige que o Irão ponha termo aos ataques, num momento em que os preços do gás disparam.

"Esta guerra tem de acabar imediatamente, porque toda a gente sabe quem é o maior beneficiário e a causa do conflito."

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Foi esta a mensagem do primeiro-ministro do Qatar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, numa altura em que as tensões continuam a aumentar em toda a região.

Ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, Al Thani afirmou que o Qatar exige que o Irão ponha termo aos ataques contra os países do Golfo, considerando a escalada perigosa e alertando que esta está a atingir civis e a ameaçar a segurança energética global.

O primeiro-ministro do Qatar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, numa conferência de imprensa em Doha
O primeiro-ministro do Qatar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, numa conferência de imprensa em Doha Associated Press

Os seus comentários surgem depois de Israel ter atacado o principal campo de gás natural do Irão na quarta-feira.

Teerão respondeu rapidamente, disparando mísseis contra instalações energéticas em todo o Golfo, incluindo locais na Arábia Saudita, no Kuwait e no principal centro de gás do Qatar, Ras Laffan.

"Agressivo e irresponsável"

Al Thani condenou veementemente o ataque às infraestruturas energéticas do Qatar, descrevendo-o como um ato de sabotagem.

"Referimo-nos ao ataque ocorrido ontem nas instalações energéticas de Ras Laffan. Infelizmente, este ato de sabotagem não reflete senão uma política agressiva e irresponsável, bem como uma escalada perigosa por parte do Irão", afirmou.

"Isto apesar do Qatar, desde a primeira hora, após o ataque israelita às instalações e infraestruturas energéticas iranianas, ter condenado esse ataque. No entanto, a resposta do Irão ao ataque israelita foi visar diretamente o Estado do Qatar."

Preocupações energéticas globais

A escalada está a fazer soar os alarmes nos mercados energéticos mundiais.

O Qatar partilha com o Irão a maior reserva de gás natural do mundo, o que torna a região crítica para o abastecimento global.

Ras Laffan é a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito do mundo e as perturbações já se fazem sentir.

Os preços do gás na Europa atingiram os níveis mais elevados desde o início do conflito, há três semanas, à medida que aumentam as preocupações com o abastecimento.

A QatarEnergy diz que os ataques causaram danos consideráveis no seu principal centro energético no norte do país, aumentando a pressão num mercado global já volátil.

Entretanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou numa publicação nas redes sociais que Israel agiu sozinho e foi o único responsável pelos ataques de quarta-feira.

Apelo à desescalada

Fidan, da Turquia, foi mais longe, acusando Israel de transformar a região no que descreveu como um "campo de batalha que ameaça a estabilidade global".

Ao mesmo tempo, salientou que os esforços diplomáticos continuam em curso.

Fidan afirmou que os mediadores turcos estão em contacto com o Irão e com os Estados Unidos para promover a desescalada, acrescentando que quase todo o mundo deseja que esta guerra termine.

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