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Alerta ambiental: navio russo à deriva entra em águas líbias

Helicóptero da marinha francesa aborda um petroleiro no Mediterrâneo suspeito de integrar a frota fantasma russa.
Helicóptero da marinha francesa aborda um petroleiro no Mediterrâneo suspeito de integrar a frota fantasma russa. Direitos de autor  Photo provided by the French Army on Friday, March 20, 2026. (Etat-Major des Armees via AP)
Direitos de autor Photo provided by the French Army on Friday, March 20, 2026. (Etat-Major des Armees via AP)
De Euronews com AP
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Navio-tanque russo sob sanções foi danificado por explosões e há semanas que está à deriva, sem tripulação, no Mediterrâneo. Líderes da UE alertam que a carga perigosa pode constituir grave risco ambiental.

Um navio-tanque russo danificado numa série de explosões, que tem estado à deriva no mar Mediterrâneo há duas semanas, entrou na zona líbia de busca e salvamento e dirige-se para o país, indicou esta sexta-feira a agência de proteção civil italiana.

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Como o petroleiro se encontra agora em águas líbias, qualquer intervenção passa para a responsabilidade das autoridades locais, referiu a agência. Itália ofereceu ajuda, caso seja solicitada.

O navio Arctic Metagaz integra a chamada 'frota fantasma' russa, usada para transportar petróleo em violação das sanções internacionais impostas devido à guerra na Ucrânia.

O navio-tanque foi danificado num alegado ataque com drones navais, perto de águas maltesas, no início deste mês. A Rússia afirma que a embarcação foi atingida por drones navais ucranianos. Kiev ainda não comentou estas alegações.

A embarcação, de 277 metros, perdeu o controlo a 3 de março quando, depois das explosões, obrigando os 30 tripulantes foram obrigados a abandoná-la. Todos sobreviveram, mas o petroleiro danificado permanece agora à deriva, sem qualquer tripulação.

A agência italiana, que tem acompanhado de perto o percurso do navio, refere que o principal risco, neste momento, é uma eventual libertação de gás, acrescentando que não foram detetadas fugas até agora.

"Com base nos ventos predominantes, que sopram para sul, e nas correntes marítimas, e assumindo que não mudam, o navio pode demorar quatro, cinco ou seis dias, mais ou menos, a chegar à costa da Líbia", disse o porta-voz da Proteção Civil, Pierfrancesco Demilito, numa conferência de imprensa em Roma.

Outra preocupação, segundo Demilito, é a possibilidade de o navio sem tripulação colidir com uma plataforma de petróleo. O porta-voz esclareceu, no entanto, que este risco é reduzido, já que não existe atualmente nenhuma plataforma nas proximidades.

Demilito estima que o navio transporte cerca de 450 toneladas de petróleo pesado e 250 toneladas de gasóleo como combustível, além de uma quantidade incerta de gás natural liquefeito (GNL), que poderá já estar parcialmente disperso.

Na quarta-feira, líderes de Itália, Espanha, Malta, Grécia e Chipre enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia a pedir a ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, uma vez que o navio pode representar um "risco iminente e grave" de grande desastre ecológico.

Na carta, os cinco líderes salientam também os riscos mais amplos associados a navios que operam fora das normas internacionais, alertando para ameaças à segurança marítima e ao ambiente em todo o Mediterrâneo.

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