O barco tinha partido da cidade portuária de Obock, no Djibuti, com mais de 300 pessoas a bordo e estava a tentar atravessar o estreito de Bab el-Mandeb quando se afundou na terça-feira.
Um barco cheio de migrantes virou ao largo da costa do Djibuti a caminho do Iémen esta semana, informou a agência de migração da ONU na sexta-feira, matando pelo menos nove pessoas e deixando outras 45 desaparecidas.
Este naufrágio é o mais recente de uma série de tragédias ocorridas entre o Corno de África e a Península Arábica nos últimos anos, que causaram a morte de vários milhares de migrantes africanos que fugiam de conflitos e da pobreza, na esperança de chegar aos ricos países árabes do Golfo.
A embarcação tinha partido da cidade portuária de Obock, no Djibuti, com mais de 300 pessoas a bordo, e tentava atravessar o Estreito de Bab el-Mandeb quando naufragou na terça-feira, segundo informações da Organização Internacional para as Migrações.
O Estreito de Bab el-Mandeb e o Estreito de Ormuz, este último um ponto-chave do Irão na guerra em curso, situam-se em lados opostos da Península Arábica.
As buscas por possíveis sobreviventes continuam, declarou Tanja Pacifico, chefe da missão da OIM em Djibuti.
"O mar está muito agitado e também houve ventos fortes", declarou Pacifico numa conferência de imprensa regular da ONU em Genebra, por videoconferência. "Esta rota é conhecida por ser extremamente mortal."
Os testemunhos dos sobreviventes descrevem "uma carga extremamente pesada para o barco".
Este foi o primeiro naufrágio do ano na área, declarou Pacifico. No ano passado, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram nesta rota, o número mais elevado de que há registo no estreito, segundo a OIM.
A passagem atrai normalmente dezenas de milhares de migrantes africanos "em busca de segurança e de oportunidades económicas", segundo a mesma agência.