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Hora do Planeta. Iniciativa começou há 20 anos. Esta noite, 110 cidades portuguesas apagam a luz

Os veículos que atravessam a ponte 25 de Abril recortam-se contra a lua nascente à medida que a noite cai em Lisboa, na sexta-feira, 9 de setembro de 2022.
Os veículos que atravessam a ponte 25 de Abril recortam-se contra a lua nascente à medida que a noite cai em Lisboa, na sexta-feira, 9 de setembro de 2022. Direitos de autor  Anadolu
Direitos de autor Anadolu
De Manuel Ribeiro  & euronews
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A Hora do Planeta começou há vinte anos com um simples "apagar as luzes" da Opera House e da Harbour Bridge em Sydney, um gesto simbólico para salvar o planeta que hoje envolve cidades de 190 países. Esta noite, 110 municípios portugueses ficam às escuras entre as 20h30 e as 21h30.

Em 31 de março de 2007, a World Wide Fund for Nature (WWF) iniciou, na Austrália, uma corrente mundial que nunca mais se quebrou. Desde a Opera House, em Sydney, até à Torre Eiffel, em Paris, dezenas de monumentos icónicos em todo o mundo têm aderido à iniciativa de desligar a luz por uma hora no último sábado de março.

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Uma ação simbólica que visa unir todas as pessoas no esforço global contra as alterações climáticas.

Nos últimos 20 anos, a WWF afirma que o pequeno gesto de apagar a luz em todo o mundo por apenas uma hora tem feito a diferença. Cerca de 3 milhões de horas foram dedicadas à Terra até 2025.

A organização alerta que o planeta encontra-se num ponto de viragem “no que diz respeito às crises climáticas e ambientais, colocando em risco o destino do nosso único lar e o futuro de todos nós”.

"Estamos a caminho de ultrapassar, até 2030, o limite de 1,5 °C de aumento da temperatura global estabelecido pelo Acordo de Paris sobre o Clima”.

Ao atingir esse aumento da temperatura global, a Terra vai sofrer “fenómenos climáticos extremos", e isso tem-se verificado nos últimos anos.

"Um sinal global", António Guterres

"A Hora do Planeta começou com um simples gesto", diz Guterres numa mensagem gravada na rede X. O secretário-geral da ONU apela a todos os cidadãos do mundo a desligarem "todas as luzes não essenciais" esta noite, para que seja uma "faísca para a mudança".

"Mas não deixemos que este gesto fique na sombra. Façamos com que acenda a faísca da mudança. Exijamos uma redução mais rápida das emissões, uma transição acelerada e justa dos combustíveis fósseis para as energias renováveis e um apoio real às comunidades que já sofrem os piores efeitos", acrescenta Guterres.

110 municípios portugueses aderiram ao “apagão”

Este ano, 110 municípios portugueses juntam-se a milhares de cidades de todo o mundo e, quando forem 20h30 (hora local), as luzes de monumentos, como a Ponte 25 de Abril, em Lisboa, a Ponte do Freixo, no Porto, e várias estações ferroviárias e Paços do Concelho das cidades portuguesas vão desligar-se. Centenas de empresas também vão aderir, como tem sido habitual, e apagar as luzes dos seus edifícios à hora combinada.

Em comunicado, a diretora executiva da WWF - Portugal lembrou que este ano a “Hora do Planeta” tem muito significado para o nosso país, muito por causa das "tempestades extremas”, como “reflexo de um novo normal climático que a ciência já confirma".

"Hoje, mais do que nunca, precisamos de reconhecer esta nova realidade e transformar essa consciência em ação - investindo na prevenção, na adaptação e na proteção da natureza, a nossa melhor aliada para reduzir os impactos destes eventos cada vez mais intensos", disse Angela Morgado.

A iniciativa desta noite terá outro sabor especial, pela positiva, pelos seus vinte anos, e, por isso, a WWF-Portugal diz que vai revisitar os 20 anos de história deste movimento com uma exposição e uma performance artística a estrear num dos principais centros comerciais da cidade, antes do "apagão" às 20h30.

Mais de 400 cidades espanholas apagam a luz

Em Espanha, 430 cidades e inúmeras empresas vão aderir à Hora do Planeta e apagar as luzes. A iniciativa conta com a participação de monumentos emblemáticos espanhóis como a Torre del Oro, em Sevilha, a Sagrada Família, em Barcelona, ou a Porta de Alcalá, em Madrid.

Icónica Fontana dell’Acqua em Roma ficará às escuras

Os monumentos de Itália juntam-se à Hora do Planeta com as luzes dos seus principais monumentos apagadas durante 60 minutos.

Em Roma, o momento mais relevante da participação italiana será, com toda a certeza, quando as luzes do Coliseu se apagarem. Na outra parte da cidade, não muito longe dali, a Fonte dell’Acqua também terá as luzes apagadas. Milão, Nápoles, Turim, Veneza e outras municipalidades italianas vão aderir à Hora do Planeta.

500 burgos alemães vão estar às escuras durante 60 minutos

A Quadriga no topo do emblemático Portão de Brandemburgo, na Alemanha, é iluminada pouco antes da Hora do Planeta, em Berlim, Alemanha, no sábado, 25 de março de 2023.
A Quadriga no topo do emblemático Portão de Brandemburgo, na Alemanha, é iluminada pouco antes da Hora do Planeta, em Berlim, Alemanha, no sábado, 25 de março de 2023. AP Photo

Na Alemanha, de acordo com a WWF, 505 cidades aderirão à Hora do Planeta. A Porta de Brandemburgo, em Berlim, certamente será um dos locais mais representativos da iniciativa.

“Este ano poderá ser um dos mais quentes desde que há registo. Ao mesmo tempo, a crise climática é repetidamente relegada a segundo plano por outros desafios globais. Mas não está a desaparecer – pelo contrário, está a agravar muitas dessas crises”, escreve a WWF-Alemanha.

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