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Forças dos EUA encontram segundo piloto do caça abatido no Irão, anuncia Trump

Caça F-15E semelhante ao que foi abatido pelos iranianos
Caça F-15E semelhante ao que foi abatido pelos iranianos Direitos de autor  AP (2009)
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De Euronews com AP
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O coronel da Força Aérea norte-americana está "ferido, mas bem", segundo anunciado por Donald Trump. Iranianos e norte-americanos tinham desencadeado uma "caça ao homem".

O piloto de um caça norte-americano abatido sobre o Irão que estava a ser procurado tanto pelas forças dos EUA como pelos iranianos foi encontrado na madrugada de sábado para domingo, segundo confirmado pela Casa Branca.

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Trata-se do segundo membro da tripulação do caça F-15E que foi abatido pelas forças do Irão na quinta-feira à noite. Um primeiro piloto tinha já sido encontrado pelas tropas dos EUA.

Segundo o que o presidente norte-americano Donald Trump escreveu na rede Truth Social, a operação de resgate envolveu "dezenas de aeronaves" e o piloto, que tem a patente de coronel, está "são e salvo" "foi ferido, mas vai ficar bem".

O Irão tinha oferecido uma recompensa pela captura do militar.

O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o conflito no final de fevereiro.

Trump afirmou na semana passada que os EUA tinham "dizimado" o Irão e que iriam pôr fim à guerra "muito rapidamente". Dois dias depois, o Irão abateu dois aviões militares norte-americanos, demonstrando os perigos contínuos da campanha de bombardeamentos e a capacidade de um exército iraniano enfraquecido de continuar a ripostar.

Drones atacam infraestruturas energéticas do Golfo

No Kuwait, um ataque com drones iranianos causou danos significativos a duas centrais elétricas e colocou uma estação de dessalinização de água fora de serviço, segundo o Ministério da Eletricidade, que afirmou que não foram registados feridos no ataque.

No Bahrein, a companhia petrolífera nacional informou que um ataque com drones provocou um incêndio numa das suas instalações de armazenamento, que foi extinto. A empresa indica que os danos ainda estão a ser avaliados e que não foram registados feridos.

A guerra começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel a 28 de fevereiro e já causou milhares de mortos, abalou os mercados globais, bloqueou rotas marítimas essenciais e fez disparar os preços dos combustíveis. Ambos os lados ameaçaram e atacaram alvos civis, o que suscitou alertas de possíveis crimes de guerra.

O outro jato que se despenhou foi um avião de ataque A-10 dos EUA. Nem o estado da tripulação nem o local exato do acidente são até agora conhecidos.

Trump renova ameaça

Trump renovou as ameaças para que o Irão abra o Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o transporte global de energia que tem sido bloqueada por Teerão, até segunda-feira, ou enfrente consequências devastadoras, na mensagem escrita sábado numa publicação no Truth Social: "Lembrem-se de quando dei ao Irão dez dias para FECHAR UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ. O tempo está a esgotar-se — faltam 48 horas para que o inferno se abata sobre eles", escreveu Trump.

"As portas do inferno abrir-se-ão para você"» se a infraestrutura do Irão for atacada, afirmou o general Ali Abdollahi Aliabadi, do comando militar conjunto do Irão, no final de sábado, em resposta a Trump, ameaçando todas as infraestruturas usadas pelos EUA.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Tahir Andrabi, afirmou à Associated Press (AP) que os esforços do seu governo para mediar um cessar-fogo estão "no bom caminho", depois de Islamabad ter anunciado na semana passada que iria em breve acolher conversações entre os EUA e o Irão.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que os responsáveis iranianos "nunca se recusaram a ir a Islamabad". Mediadores do Paquistão, da Turquia e do Egito tentam levar os EUA e o Irão à mesa de negociações, de acordo com duas autoridades regionais.

O compromisso proposto inclui a cessação das hostilidades para permitir um acordo diplomático, segundo uma autoridade regional envolvida nos esforços e um diplomata do Golfo informado sobre o assunto. Ambos falaram à AP sob condição de anonimato.

Irão ameaça interromper o tráfego

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, lançou uma ameaça velada na sexta-feira à noite de interromper o tráfego através de uma segunda via navegável estratégica na região, o estreito de Bab el-Mandeb.

O estreito, com 32 quilómetros de largura, liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Oceano Índico. Mais de um décimo do petróleo transportado por via marítima a nível mundial e um quarto dos navios porta-contentores passam por ele.

«Quais são os países e as empresas responsáveis pelos maiores volumes de trânsito através do estreito?», escreveu Qalibaf.

Mais de 1.900 pessoas foram mortas no Irão desde o início da guerra. Nos Estados árabes do Golfo e na Cisjordânia ocupada, morreram mais de duas dezenas de pessoas, enquanto em Israel foram registadas 19 mortes. As baixas nas tropas norte-americanas são de 13 militares mortos. No Líbano, mais de 1.400 pessoas foram mortas e há mais de um milhão de deslocados. Dez soldados israelitas morreram nesse país.

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