Durante uma conferência de imprensa, o presidente norte-americano voltou a afirmar que os EUA estão a sair-se “incrivelmente bem” no conflito atual com o Irão. Donald Trump garantiu que “o país inteiro pode ser tomado numa só noite” e que essa noite pode ser já na terça-feira.
Entre afirmações soltas e uma declaração escrita lida em voz alta pelo presidente dos EUA, Donald Trump definiu o Irão como um país “maléfico”, reforçando as ameaças a Teerão.
“O país inteiro pode ser destruído numa única noite, e essa noite pode ser amanhã [terça-feira] à noite”, afirmou durante uma conferência de imprensa, realizada esta tarde na Casa Branca.
De recordar que Teerão rejeitou, esta segunda-feira, as propostas apresentadas por Washington por meio de mediadores, propondo outras 10 cláusulas para a paz.
Após o tradicional evento da "caça aos ovos da Páscoa" na Casa Branca, Donald Trump participou numa conferência de imprensa para dar conta dos detalhes das operações de resgate de dois soldados norte-americanos em solo iraniano, nomeadamente a operação que levou até ao segundo militar encontrado.
De acordo com Donald Trump, o militar evitou a captura em solo iraniano por quase 48 horas.
A nível operacional, segundo detalhou o presidente, foram necessárias 155 aeronaves para resgatar o piloto retido, incluindo quatro bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque, 13 aeronaves de resgate.
"Estávamos a mobilizá-los todos e grande parte disso foi uma manobra de dissimulação. Queríamos que pensassem que ele estava num local diferente, porque tinham uma vasta força militar lá — milhares de pessoas estavam à procura", descreveu o presidente dos EUA.
O presidente dos EUA reforçou que se tratam de operações que não costumam ser realizadas, mas indicou ter ordenado às forças militares norte-americanas que fosse realizado tudo o que fosse possível para trazer de volta o militar norte-americano que ficou retido.
Aos jornalistas, Donald Trump afirmou que o salvamento do piloto norte-americano foi uma operação que envolveu “muito talento”, reconhecendo também “alguma sorte” no processo.
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, que também participou na conferência de imprensa, disse que as "forças armadas do Irão estão envergonhadas e humilhadas" na sequência da operação que, segundo ele, aconteceu "bem no interior" do país.
Hegseth garantiu que os ataques contra o Irão vão continuar, com aumento de intensidade.
Iranianos estão "dispostos a sofrer" pela liberdade, diz Trump
Sobre as ameaças consecutivas de Donald Trump de atacar instalações energéticas e infraestruturas civis no Irão, o presidente dos EUA afirmou que o povo iranino está "disposto a sofrer", se tal servir para garantir a sua liberdade.
"É sofrimento. Eles estariam dispostos a sofrer isso para terem liberdade", afirmou, garantindo que os iraninos desejam que as forças armadas dos EUA continuem a campanha militar no país.
Quando questionado sobre o direito internacional e potenciais violações, Donald Trump garantiu que "não está de todo" preocupado com crimes de guerra, ao ameaçar com a destruição de pontes e centrais elétricas iranianas.
Apesar das constantes ameaças, Trump ainda acredita num acordo.
“Basicamente, eles têm até às 20h00 de amanhã, hora do leste dos EUA, mas estamos a negociar com eles. Penso que está a correr bem", afirmou.
De recordar que Trump deu a Teerão até às 20h00 de terça-feira para estabelecer um acordo, voltando a ameaçar que se o prazo for ultrapassado sem um entendimento, o Irão regressará à "Idade da Pedra".
"Eles não vão ter centrais elétricas. Idade da Pedra, sim", afirmou.