O ministro da Energia do Cazaquistão anunciou na quarta-feira que não haverá trânsito do seu petróleo para a Alemanha através da Rússia durante o mês de maio, devido a restrições técnicas, assumindo que tal está "relacionado com os recentes ataques às infraestruturas russas".
O ministro da Energia do Cazaquistão, Yerlan Akkenzhenov, confirmou na quarta-feira que o trânsito de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha, via Rússia, através do oleoduto Druzhba, está suspenso a partir de 1 de maio, com base naquilo a que chamou "informações de fontes não oficiais", mas que "assim que a questão da viabilidade técnica for resolvida, o trânsito de petróleo do Cazaquistão será retomado".
Akkenzhenov disse aos jornalistas em Astana que "ainda não houve declarações oficiais do lado russo, mas sabemos de fontes não oficiais que é verdade" que "para o mês de maio, temos zero trânsito através de Adral Samara ao longo do oleoduto Druzhba e depois para a refinaria (alemã) Shved".
O ministro da energia disse que "a parte russa, mais uma vez de acordo com fontes não oficiais, afirma não ter capacidade técnica para bombear o petróleo do Cazaquistão".
O ministro da energia disse que "o mais provável é que isto esteja relacionado com os recentes ataques às infraestruturas russas".
Akkenzhenov disse que a suspensão se aplica apenas ao mês de maio, mas acrescentou que a previsão do Cazaquistão para o segundo trimestre "é que o lado russo tenha reportado zero nos três meses".
O ministro da energia acrescentou que falou com colegas anónimos e que "assim que a questão da viabilidade técnica for resolvida, o trânsito do petróleo do Cazaquistão será retomado".
O Cazaquistão exporta até 200.000 barris por dia para as refinarias alemãs através da rota em questão.
Os meios de comunicação social cazaques referem que, de acordo com Akkenzhenov, os volumes não expedidos serão redireccionados para outras rotas.
O petróleo do Cazaquistão representa cerca de 20-30% do consumo da refinaria alemã de Shved e o trânsito através do oleoduto Druzhba representa uma pequena proporção do total das exportações de petróleo do Cazaquistão.
O ministro da Energia afirmou ainda que o Cazaquistão não tenciona reduzir a produção de petróleo, dada a situação atual.