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ONU exige que Israel liberte "imediatamente" dois ativistas da flotilha de ajuda a Gaza

Saif Abukeshek e Thiago Ávila no navio do Greenpeace Arctic Sunrise no Mar Mediterrâneo, 18 de abril de 2026
Saif Abukeshek e Thiago Ávila no navio do Greenpeace Arctic Sunrise no Mar Mediterrâneo, 18 de abril de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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As embarcações da flotilha partiram de França, Espanha e Itália com o objetivo de furar o bloqueio israelita a Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestiniano devastado pela guerra.

As Nações Unidas apelaram esta quarta-feira a Israel para que liberte imediatamente dois ativistas retirados de uma flotilha de ajuda humanitária com destino a Gaza e exigiram uma investigação sobre os "relatos perturbadores" de que foram severamente maltratados.

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O espanhol Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila, detidos numa prisão em Ashkelon, estavam entre as dezenas de ativistas de uma flotilha com destino a Gaza intercetada pelas forças israelitas em águas internacionais ao largo da costa da Grécia na quinta-feira passada.

"Israel deve libertar imediata e incondicionalmente os membros da Flotilha Global Sumud, Saif Abukeshek e Thiago Ávila, que foram detidos em águas internacionais e levados para Israel, onde continuam detidos sem qualquer acusação", afirmou o porta-voz do gabinete dos direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, em comunicado.

"Não é crime mostrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestiniana em Gaza, que dela necessita urgentemente".

As embarcações da flotilha partiram de França, Espanha e Itália com o objetivo de quebrar o bloqueio israelita a Gaza e levar ajuda humanitária ao território palestiniano devastado pela guerra.

Os representantes de Ávila e Abukeshek acusaram as autoridades israelitas de abusar dos dois homens, que estão em greve de fome há seis dias.

Kheetan lamentou os "relatos perturbadores de maus-tratos graves", apelando a uma investigação e insistindo que "os responsáveis devem ser levados à justiça".

"Apelamos ao fim do recurso à detenção arbitrária por parte de Israel e à legislação sobre terrorismo, definida de forma ampla e vaga, inconsistente com o direito internacional em matéria de direitos humanos", afirmou.

"Israel deve também pôr fim ao bloqueio a Gaza e permitir e facilitar a entrada de assistência humanitária na faixa palestiniana sitiada, em quantidades suficientes", disse o porta-voz.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel disse na quinta-feira que os ativistas intercetados na flotilha seriam levados para a Grécia.

Barcos que transportam ativistas e ajuda humanitária para os palestinianos em Gaza em Barcelona, 12 de abril de 2026
Barcos que transportam ativistas e ajuda humanitária para os palestinianos em Gaza em Barcelona, 12 de abril de 2026 Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.

"Em coordenação com o governo grego, os civis que foram transferidos dos navios da flotilha para o navio israelita serão levados para terra na Grécia nas próximas horas", escreveu Gideon Sa'ar numa publicação no X, agradecendo ao governo grego "pela sua disponibilidade para receber os participantes da flotilha".

"Israel não permitirá a violação do bloqueio naval legal a Gaza", escreveu.

No passado, Israel sempre considerou estas flotilhas de ajuda como um golpe publicitário de pessoas que procuram chamar a atenção.

O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, referiu-se à frota de navios como "provocadora".

Outras fontes • AFP

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